AS APARIÇÕES DE JACAREÍ SÃO PAULO - SP

AS APARIÇÕES DE JACAREÍ SÃO PAULO - SP
Vidente Marcos Tadeu Teixeira

Páginas

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

O SEGREDO
DOS TEMPOS FINAIS


SINAIS E AVISOS



Que este livro aberto possa trazer esperança para
este mundo que vive suas últimas esperanças.



Índice
___________________

Introdução ............................................................ 03

A segunda vinda de Jesus .................................. 04

Para aprofundar:

1° Sinal - Apostasia ............................................. 05

2° Sinal - Tempos de guerra .............................. 06

3° Sinal - As testemunhas .................................. 07

4° Sinal - Tempos de paz .................................... 08

5° Sinal - Anticristo ............................................. 09

6° Sinal - Parusia ................................................. 10

Epílogo ................................................................... 11

Notas ..................................................................... 12


“Antes de mais nada, deveis saber que, nos últimos dias, aparecerão zombadores com suas zombarias, levando a vida conforme suas paixões. Eles dizem: Onde ficou a promessa da sua vinda? Onde está ele? Desde a morte de nossos pais tudo permanece do mesmo jeito como no princípio da criação!” (II Pedro 3, 3-4)


Introdução ___________________


“No monte das oliveiras, achava-se Jesus assentado, quando se aproximaram dele os discípulos, em particular, e lhe pediram: Dize-nos quando sucederão estas coisas e que sinal haverá da tua vinda e da consumação do século”. (Mateus 24,3) Mas, ainda hoje, são poucos os que entendem efetivamente o significado das palavras proféticas reservadas para os últimos tempos. Importa, pois, saber mais sobre o que está por detrás de cada profecia bíblica, aonde se esconde por sabias disposição da providência o oculto desígnio do eterno Deus. “Assim como foi nos tempos de Noé, assim acontecerá na vinda do Filho do homem. Nos dias que precederam o dilúvio, comiam, bebiam, casavam-se e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca. E os homens de nada sabiam, até o momento em que veio o dilúvio e os levou a todos. Também do mesmo modo como aconteceu nos dias de Lot. Os homens festejavam, compravam e vendiam, plantavam e edificavam. No dia em que Lot saiu de Sodoma, choveu fogo e enxofre do céu, que exterminou todos eles. Assim será também na volta do Filho do homem”. (Lucas 17, 26-30) São de Jesus Cristo estas palavras, em que nos fala a respeito da maneira como também nós, que agora vivemos sobre a terra, somos a geração que devem, desde já, preparar-se com a oração e o testemunho. Pois uma mudança espantosa e universal, nunca antes vista na história da humanidade está prestes a acontecer tal como jamais houve ainda, desde o dilúvio até os dias de hoje. “Porque nesses dias o sofrimento será tão grande, como nunca houve desde que Deus criou o mundo: nunca mais haverá coisa igual”. (Mateus 24,21)

"Os maus esperam o Dia do Senhor, sem receio, porque não acreditam nele, e, no entanto este dia virá, mais tarde ou mais cedo, e na hora querida por Mim.”
(Revelação de Margarida †1973)

03
A segunda vinda de Jesus _____________________


A situação se tornará tão séria que Deus mesmo terá que intervir, de forma que virá a seu mando, um novo e mais terrível castigo sobre todos os povos de todo o mundo. Que por muito tempo já estão neste estado dos que vivem em pecado e de tamanho esquecimento do Deus uno e trino que se espalha por toda a terra. Este é o princípio do fim dos tempos que começa! A punição pelos delitos do mundo culpado será um conflito geral não só da Igreja, mas também do mundo inteiro. Por este motivo esse mundo cada vez mais sem Deus está sobre graves ameaças cujo castigo será mundial a fim de exterminar os que corromperam a superfície da terra, mas somente uma pequena parte da humanidade irá ver a nova luz. Mais tarde, porém, os sobreviventes, os que resistirem a tudo, clamarão novamente por Deus, para única felicidade do Santo Pontífice e também do grande Rei que estará com ele ao seu lado até a morte e o ajudará alcançado em inúmeras conversões que serão incríveis, se espalharão por todo o mundo para servir de testemunho a todas as nações. Trata-se na verdade do maior acontecimento de todos os tempos da história, da Igreja e do mundo que terá lugar no terceiro milênio. Haverá uma reforma que jamais se fez ou se fará de novo em toda a Igreja de tal forma o evangelho será pregado em todos os povos e as nações infiéis se reconciliarão com Deus, e então reinará o novo mundo de paz e justiça. Sob o reinado do anticristo, ele, o ímpio está a contaminar tudo, até os bons com a cegueira do pecado e dos vícios. Nesta hora tão grave, muito grave que até a Igreja de um modo geral será atormentada por perseguições sangrentas da mesma maneira que sob a Terra a paz será perturbada completando as tribulações por todos os lados do mundo. Então os que estão entregues de todas as práticas depravadas perecerão com o triunfo do poder de Cristo e os anjos serão os executores na exterminação desse homem ímpio que será lançado nas eternas trevas do inferno. E não tardará muito os mortos ressurgirão do ventre podre da terra e a seguir este último passo será dado o mais temível dia da sentença do Juízo final.

“Vem Senhor Jesus. Há tantos sinais de que tua volta não está longe.”
(Pio XII, Páscoa de 1957)

04

1° Sinal | Apostasia ___________________

“Sabe, porém, nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, fanfarrões, soberbos, desobedientes aos pais, ingratos, malvados, desleais, caluniadores, devassos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, inimigos dos bons, traiçoeiros, insolentes, cegos de orgulho, amigos dos prazeres e não de Deus, ostentarão a aparência de piedade, mas desdenharão a realidade. Mas os homens perversos e impostores irão de mal a pior, sedutores e seduzidos.” (II Timóteo 3,1-5; 13)

A situação se tornará tão séria que Deus mesmo terá que intervir, de forma que virá a seu mando, um novo e mais terrível castigo sobre todos os povos de todo o mundo. Que por muito tempo já estão neste estado dos que vivem em pecado e de tamanho esquecimento do Deus uno e trino que se espalha por toda a terra. Este é o princípio do fim dos tempos que começa!

Eis aqui alguns avisos importantes:

Item 1 - "Depois do ano 1900, por meados do século XX, as pessoas se tornarão irreconhecíveis... Quando se aproximar o tempo da vinda do anticristo, a inteligência dos homens será obscurecida pelas paixões carnais: a degradação e o desregramento se acentuarão. E o mundo ficará irreconhecível. As pessoas mudarão de aparência, tornando-se impossível distinguir os homens das mulheres, por causa do descaramento em seu modo de vestir e da moda dos cabelos. Essas pessoas serão desumanas e como autênticos animais selvagens, devido às tentações do anticristo. Não mais se respeitarão os pais e pessoas idosas. O amor desaparecerá. E os pastores cristãos, bispos e padres, serão homens frívolos, completamente incapazes de distinguir entre o caminho da direita e o da esquerda. Nesse tempo, as leis morais e as tradições dos cristãos e da Igreja mudarão. As pessoas já não praticarão a modéstia e reinará a dissipação!... A mentira e a cobiça atingirão grandes proporções, e infelizes daqueles que amontoarem riquezas! A luxúria, o adultério, a homossexualidade, os atos ocultos e o assassínio serão a regra da sociedade. Nesse tempo, devido ao poder de tão grandes crimes e de uma tal devassidão, as pessoas serão privadas da graça do Espírito Santo, recebida no Batismo, e nem sequer sentirão remorsos. As Igrejas serão privadas de pastores piedosos e tementes a Deus, e infelizes dos cristãos que estiverem na terra nesses momentos! Perderão a fé, porque não haverá mais quem lhes mostre a luz da verdade. Afastar-se-ão do mundo, refugiando-se em lugares santos, na intenção de aliviar seus sofrimentos espirituais, mas só encontrarão obstáculos e contrariedades por toda a parte. Nesse tempo os homens voarão pelos ares como aves e descerão ao seio do oceano como peixes. E quando se encontrarem em tais circunstâncias, esses infelizes verão suas vidas rodeadas de conforto, sem saberem que tudo não passa de um embuste de Satanás”.

Item 2 - "Uma terça parte dos homens se recusará a caminhar sobre a estrada que porta ao novo paraíso terrestre, porque a única alegria desses homens estará no poder e na riqueza, uma outra parte de homens caminhará sobre essa estrada, mas estarão impulsionados somente pela curiosidade, porque esses homens estarão privados do dom da fé. Estarão esses os homens com o Arcanjo Miguel para que ele os conduza, através das agitações da terra e no céu e através da grande pestilência final, à meta preparada pela Justiça Divina”.

Item 3 - “O mundo está mergulhado numa corrupção incrível. Os governantes dos povos se tornarão verdadeiros demônios encarnados. Ao mesmo tempo em que falam de paz, eles preparam as armas mais mortíferas para destruir povos e nações. O mau exemplo dos pais arrasta as famílias ao escândalo e à infidelidade. A oração está morta nos lábios de muitos. Por isso o mundo não é mais digno de perdão, mas somente de fogo, de destruição e de morte. Armas mortíferas estão ocultas no mundo inteiro”.

Item 4 - “Também para a Igreja virá um tempo de provas duríssimas. Cardeais se levantarão contra cardeais, bispos contra bispos. Satanás penetrará em suas fileiras. Em Roma haverá grandes modificações. O que estiver podre cairá, e o que cair nunca mais se levantará. A Igreja estará na escuridão e o mundo, mergulhado em desordem”.

Item 5 - "A Igreja, nos últimos tempos, será espoliada da sua virtude. O espírito profético esconder-se-á, não mais terá a graça de curar, terá diminuta a graça da abstinência, o ensino esvair-se-á, reduzir-se-á – senão desaparecerá de todo – o poder dos prodígios e dos milagres. Neste estado de humilhação da Igreja, para o anticristo está se preparando um exército de sacerdotes apóstatas”.


05


2° Sinal | Tempos de guerra _____________________

“Quando, porém, ouvirdes falar de guerras e rumores de guerras, não vos assusteis; é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim. Porque se levantará nação contra nação, e reino contra reino; e haverá fome, peste e grandes desgraças em diversos lugares. Tudo isto será apenas o princípio das dores. Então sereis entregues aos tormentos, matar-vos-ão e sereis por minha causa objeto de ódio para todas as nações. Muitos sucumbirão, trair-se-ão mutuamente e mutuamente se odiarão”. (Mateus 24, 6-10)

A punição pelos delitos do mundo culpado será um conflito geral não só da Igreja, mas também do mundo inteiro. Por este motivo esse mundo cada vez mais sem Deus está sobre graves ameaças cujo castigo será mundial a fim de exterminar os que corromperam a superfície da terra, mas somente uma pequena parte da humanidade irá ver a nova luz.

Eis aqui alguns avisos importantes:


Item 6 - “No fim do século a Terra será um caos. Qual um fantasma de dor, a sua superfície se verá crestada pelo fogo das bombas atômicas. Aproximam-se os dias da grande hecatombe - Bombas arrasadoras destruirão cidades, vilas, povoações. Um inferno de fogo crestará o solo, o sangue tingirá de rubro as águas, gases mortíferos empestarão a atmosfera, micróbios serão conduzidos pelas correntes aéreas. Povos inteiros serão dizimados, nações civilizadas desaparecerão. Depois, os elementos desencadeados pelas convulsões físicas completarão o drama dos mortais".

Item 7 - "Haverá uma guerra terrível. De um lado, todos os povos do Oriente, no outro, todos do Ocidente. A Rússia lançará sobre nós suas massas enormes de soldados e de cavalaria cossaca. Se combaterá por longo tempo sem resultado decisivo até que chegarão ao país do Reno. Lá, se combaterá por três dias, de tal forma que as águas do Reno ficarão todas vermelhas.”

Item 8 - "E para os próximos eventos finais do século vinte, uma guerra virá e fará com que todas as guerras anteriores desapareçam. Rios de fogo virão das nuvens, onde não há nuvens (...) Todas as capitais nos dois lados do oceano serão enterradas entre destroços e cinzas, e esta será causa para grande lamento. Os horrores da guerra também ocorrerão na água, e o inimigo terá perdas em várias batalhas, e lágrimas cairão e muito sangue, e então tudo estará terminado...”

Item 9 - “Começará uma guerra. E depois uma outra guerra. E uma outra guerra. Do céu cairá o inferno. Na ânsia de uma vida errada, o homem terminará envenenando todo o mundo. Nuvens envenenadas cobrirão a terra. E máquinas monstruosas dominarão os céus. O fogo destruirá muitas cidades. E os homens terminarão destruindo uns aos outros".

Item 10 - "Em breve o Mundo será subvertido numa nova e mais terrível guerra. Armas excepcionalmente mortais destruirão povos e nações. Os ditadores da terra, espécimes infernais, demolirão as Igrejas e profanarão a Sagrada Eucaristia, e destruirão as coisas que nos são mais queridas. Nesta guerra ímpia, muito do que foi construído pelas mãos do homem serão destruídas ... Outra guerra terrível virá do leste para o oeste. A Rússia, com os seus exércitos e armas secretas, lutará contra os Estados Unidos, conquistará a Europa e especialmente na Itália severamente ateará a sua bandeira sobre a cúpula de São Pedro. Que dor! Causará muita ruína e destruição e o rio Reno na Alemanha estará cheio de cadáveres e de sangue. Os governos não compreendem, porque não possuem o verdadeiro espírito cristão, eles abrem as portas ao materialismo.”

06


3° Sinal | As testemunhas ___________________

“Mas incumbirei ás minhas duas testemunhas, vestidas de saco, de profetizarem por mil duzentos e sessenta dias. São eles as duas oliveiras e os dois candelabros que se mantêm diante do Senhor da terra. Esses homens têm o poder de fechar o céu para que não caia chuva durante os dias de sua profecia [...]; Mas, depois de terem terminado integralmente seu testemunho, a fera que sobe do abismo lhes fará guerra, os vencerá e os matará. Mas, depois de três dias e meio, um sopro de vida, vindo de Deus, os penetrou. Puseram-se de pé e grande terror caiu sobre aqueles que os viam. Ouviram uma forte voz do céu que dizia: “Subi aqui!”Subiram então para o céu numa nuvem, enquanto os seus inimigos os olhavam”. (Apocalise 11, 3-12)


Mais tarde, porém, os sobreviventes, os que resistirem a tudo, clamarão novamente por Deus, para única felicidade do santo pontífice e também do grande rei que estará com ele ao seu lado até a morte e o ajudará alcançado em inúmeras conversões que serão incríveis, se espalharão por todo o mundo para servir de testemunho a todas as nações.

Eis aqui alguns avisos importantes:


Item 11 - “Mas depois de tantas diversas tribulações em todo o mundo, para que as criaturas de Deus não percam toda a esperança, um Papa, elegido dentre aqueles que escaparam das perseguições da Igreja será eleito pela vontade de Deus e este homem muito santo e perfeito será coroado pelos santos anjos e colocado na Santa Sé por seus irmãos que terão sobrevivido com ele à perseguição da igreja e ao exílio. Este Papa reformará todo o mundo por sua Santidade e conduzirá a todos os eclesiásticos aos costumes primitivos segundo o método dos discípulos de Jesus Cristo e todos o respeitarão por causa de suas virtudes santíssimas: pregará com pés descalços e não temerá o poder dos príncipes: e deste modo conduzirá muitos deles para a Santa Sé, depois de ter tirado de seus erros e de sua vida culpável: converterá também a quase todos os infiéis e principalmente aos judeus. Este papa terá com ele um homem muito virtuoso, que será do sangue santo dos reis da França; o qual será sua ajuda obedecendo-o em todas as coisas para reformar o mundo. Sob o reinado deste Papa e este imperador, todo o universo será reformado porque a cólera do Senhor terá sido aplacada. Então, não haverá mais que uma lei, uma fé, um batismo, uma vida. Todos os homens terão os mesmos sentimentos e se amarão mutuamente”.

Item 12 - “Quando todo o mundo, e de maneira especial a França, e na França mais particularmente o norte e o leste e acima de tudo Lorraine e Champaigne, tiverem se tornado uma presa da maior das misérias e sofrimentos, então as regiões francesas serão socorridas por um príncipe que tinha sido exilado em sua juventude e que recuperará a coroa dos lírios. O príncipe estenderá o seu domínio sobre todo o mundo. Ao mesmo tempo, haverá um Grande Papa, que será mais eminente em santidade e mais perfeito em todas as qualidades. O Papa estará ao lado do Grande Monarca, um homem cheio de virtudes, que será o rebento da santidade dos reis franceses. O Grande Monarca ajudará o Papa na reformulação de toda a terra”.

Item 13 - “O Grande Pontífice será restabelecido pelo Grande Monarca (...) Haverá uma grande reforma em toda a Igreja de Deus e naqueles que levam a túnica e a tonsura. E será destruída a seita de Maomé”.

Item 14 - "Então, o Todo-Poderoso intervirá com um golpe admirável, que ninguém havia imaginado. O poderoso monarca virá em nome de Deus e aniquilará todos os inimigos. Cheio de zelo pela glória de Deus, unirá seus esforços ao de um futuro Pontífice, para conversão de infiéis. (...). A perseguição cessará e a justiça reinará. Ele erradicará as doutrinas falsas e destruirá o poder dos Maometanos. Seu domínio se estenderá do oriente ao ocidente. Todas as nações adorarão Deus de acordo com os ensinamentos católicos. Haverá muitos homens sábios e doutores. As pessoas adorarão a justiça e a paz reinará sobre a terra inteira, pois o poder divino atará Satã por muitos anos, até a vinda do Filho da Perdição".

Item 15 - “A Igreja será eclipsada, o mundo estará em aflição. Porém, eis que chegam Enoc e Elias, cheios do Espírito de Deus; eles pregarão com a força de Deus, e os homens de boa vontade acreditarão em Deus, e muitas almas serão consoladas. Farão grandes progressos pela virtude do Espírito Santo e condenarão os erros diabólicos do anticristo. Enoc e Elias serão martirizados. Roma, pagã, desaparecerá”.

07


4° Sinal | Tempos de Paz ___________________

“Naquele dia os céus passarão com ruído, os elementos abrasados se dissolverão, e será consumida a terra com todas as obras que ela contém. Uma vez que todas estas coisas se hão de desagregar, considerai qual deve ser a santidade de vossa vida e de vossa piedade, enquanto esperais e apressais o dia de Deus, esse dia em que se hão de dissolver os céus inflamados e se hão de fundir os elementos abrasados! Nós, porém, segundo sua promessa, esperamos novos céus e uma nova terra, nos quais habitará a justiça". (II Pedro 3,10-13)

Trata-se na verdade do maior acontecimento de todos os tempos da história, da Igreja e do mundo que terá lugar no terceiro milênio. Haverá uma reforma que jamais se fez ou se fará de novo em toda a Igreja de tal forma o evangelho será pregado em todos os povos e as nações infiéis se reconciliarão com Deus, e então reinará o novo mundo de paz e justiça.

Eis aqui alguns avisos importantes:

Item 16 - "E a paz será alcançada, e o homem se reconciliará com Deus. Jesus Cristo será servido, amado e glorificado. A caridade florescerá em todos os lugares. Os novos reis serão o braço direito da Santa Igreja, que será forte, humilde, piedosa em sua pobreza, mas fervente imitação das virtudes de Jesus Cristo. O Evangelho será pregado em todos os lugares e a humanidade fará grande progresso na sua fé, pois haverá unidade entre os trabalhadores de Jesus Cristo e o homem viverá temente a Deus.”

Item 17 - "Terminará o tempo do barulho maldito e começará o tempo do silêncio bendito; terminará o tempo do homem que grita e começará o tempo do homem que medita”.

Item 18 - “A paz voltará a Europa quando a flor branca novamente ocupar o trono francês. Durante este tempo de paz, as pessoas serão proibidas de carregar armas e o ferro será usado apenas para permitir melhorias na agricultura e para ferramentas. Naqueles tempos, surgirão muitas profecias de diversos sábios. Se conhecerá inteiramente os segredos dos profetas, assim como o sentido oculto de outros livros da santa escritura. Os filhos e as filhas profetizarão como já foi anunciado anteriormente”.

Item 19 - “Então, a Cristandade se espalhará por todo o mundo. Nações inteiras se unirão à Igreja pouco antes do reino do Anticristo. Estas conversões serão incríveis. Aqueles que sobreviverem se conduzirão bem. Haverá inúmeras conversões de hereges, que voltarão para a Igreja; todos notarão a conduta edificante de suas vidas, assim como todos os outros Católicos. A Rússia, a Inglaterra e a China irão para a Igreja e o povo estará em júbilo contemplando o triunfo espetacular da Igreja. Então aparecerá o Sedutor”.

Item 20 - “Muitos príncipes e nações que estão vivendo no erro e impiedade serão convertidos e uma paz admirável reinará entre a humanidade durante muitos anos, porque a ira de Deus será apaziguada através do arrependimento, penitência e boas obras. Haverá uma lei comum, uma fé comum, um batismo, uma religião. Todas as nações reconhecerão a Santa Sé de Roma, e prestarão homenagens ao Papa. Mas após um tempo considerável, o fervor esfriará, a iniqüidade abundará e a corrupção moral será pior do que nunca, o que trará à humanidade a pior perseguição do Anticristo e o fim do mundo”.

08

5° Sinal | Anticristo ___________________

“Que ninguém vos engane de modo algum. É preciso que venha primeiro a apostasia e que se revele o homem da impiedade, o filho da perdição, aquele que ergue e se levanta contra tudo o que se chama Deus, a ponto de se assentar em pessoa no templo de Deus e de se proclamar Deus. Basta que seja afastado aquele que retém atualmente. Então se manifestará o ímpio, a quem o Senhor Jesus destruirá com o sopro de sua boca e aniquilará com o esplendor de sua vinda. A manifestação do ímpio será acompanhada, graças ao poder de Satanás, de toda a sorte de portentos, sinais e prodígios enganadores. Ele usará de todas as seduções do mal com aqueles que se perdem, por não terem cultivado o amor á verdade que os teria podido salvar. Por isso, Deus lhes enviará um poder que os enganará e os induzirá a acreditar no erro. Desse modo, serão julgados e condenados todos os que não deram crédito à verdade, mas consentindo no mal”.
(II Tessalonicenses 2, 3-8)

Sob o reinado do anticristo, ele, o ímpio está a contaminar tudo, até os bons com a cegueira do pecado e dos vícios. Nesta hora tão grave, muito grave que até a Igreja de um modo geral será atormentada por perseguições sangrentas da mesma maneira que sob a Terra a paz será perturbada completando as tribulações por todos os lados do mundo.

Eis aqui alguns avisos importantes:


Item 21 - "O tempo do Anticristo chegará quando a iniqüidade e a impiedade abundarem, quando a injustiça tiver enchido a medida até fazê-la transbordar e quando a maldade tiver chegado a proporções desmedidas. Reinará durante três anos e meio e dominará o mundo inteiro”.

Item 22 - "O Anticristo será um profeta de mentiras; se proclamará Deus e receberá poder para realizar sinais e prodígios, o que levará os homens a adorá-lo... Este será o tempo em que se desprezará a retidão e se odiará a inocência; em que os maus olharão para os bons como inimigos; não haverá mais lei, or¬dem ou disciplina”.

Item 23 - "Reinará por um breve tempo. Não será o próprio Satanás, mas um ser humano parecido com um demônio por sua horripilante atrocidade. Apresentar-se-á como o Messias enviado por Deus, e os judeus o aceitarão como tal. No entanto, tratará de transformar toda a ordem da terra. Desprezará as leis e os princípios religiosos, para atrair o mundo a si. Concederá total liberdade em rela¬ção aos Mandamentos de Deus e da Igreja, permitindo que cada um viva ao sabor de suas paixões. Pregará o amor ilícito e destroçará os laços familiares. Sustentará que os pecados e vícios não são pecados nem vícios. Precedendo imediatamente o Anticristo, haverá inundações e terremotos”.

Item 24 - “A Igreja conhecerá a hora de sua maior apostasia, o homem iníquo introduzir-se-á no seu interior e sentar-se-á no próprio Templo de Deus, enquanto o pequeno resto, que permanecerá fiel, será submetido às maiores provações e perseguições. A humanidade viverá o momento do seu grande castigo e será assim preparada a receber o Senhor Jesus que voltará a vós na glória”.

Item 25 - “Depois de falar do Anticristo, só resta falar de seu fim. Quando este filho do demônio tiver atormentado o mundo durante três anos e meio, submetendo o povo de Deus aos mais refinados suplícios e outorgando, assim, a coroa do martírio aos fiéis que se mantiveram perseverantes na fé, chegará finalmente, para ele o dia do juízo de Deus, como escreveu o santo apóstolo Paulo. ‘O Senhor destruirá com um sopro de Sua boca e o aniquilará com o esplendor de sua aparição’ (2ª Carta aos Tessalonicenses, II-8)”.

09


6° Sinal | Parusia ___________________

“Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem. Todas as tribos da terra baterão no peito e verão o Filho do homem vir sobre as nuvens do céu cercado de glória e de majestade. Ele enviará seus anjos com estridentes trombetas, e juntarão seus escolhidos dos quatros ventos, duma extremidade do céu à outra. Do mesmo modo, quando virdes tudo isto, sabei que o Filho do homem está próximo, à porta. Em verdade vos declaro: não passará esta geração antes que tudo isto aconteça. O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão”. (Mateus 24,30-35)

Então os que estão entregues de todas as práticas depravadas perecerão com o triunfo do poder de Cristo e os anjos serão os executores na exterminação desse homem ímpio que será lançado nas eternas trevas do inferno. E não tardará muito os mortos ressurgirão do ventre podre da terra e a seguir este último passo será dado o mais temível dia da sentença do Juízo final.

Eis aqui alguns avisos importantes:


Item 26 - “Quando Jesus retornar na sua glória divina e aparecer a toda a humanidade, cada um será chamado a passar pela mesma experiência que Pedro, João e Tiago tiveram sobre o monte Tabor. Porque Jesus se manifestará no seu fulgor e a sua humanidade será completamente transfigurada pela luz fulgidíssima da sua divindade. O reino de Deus na terra será de uma paz perpétua, de grande santidade, da nova Páscoa dos novos tempos”.
Item 27 - “Jesus retornará na glória, para reconduzir toda a criação ao pleno esplendor do seu novo Paraíso terrestre. A cidade pecadora terá então desaparecido e assim toda a criação abrir-se-á com alegria para acolher a Cidade Santa, a nova Jerusalém, descida do céu, a morada habitual de Deus com os homens. Vi então um novo céu e uma nova terra, porque o céu e a terra de antes desapareceram e o mar mão mais existia”.
Item 28 -
“Esta Segunda Vinda se realizará na luz de sua Divindade, porque Jesus voltará a vós, sobre as nuvens do céu, no esplendor de Sua realeza e sujeitará a Si os povos e as nações da Terra e todos os seus inimigos serão esmagados sob o trono de seu domínio universal”.
Item 29 - “Assim como nasceu nesta noite, voltara Jesus na glória, antes de sua vinda para o Juízo final, cujo tempo é ainda guardado em segredo pelo Pai. Reinarão no mundo as trevas da negação, do repúdio de Deus e da rebelião contra sua Lei de amor. O gelo do ódio tornará deserta as estradas do mundo. E assim quase ninguém estará preparado para O acolher. Os grandes da terra nem se lembrarão dEle, os ricos fecha-lhe-ão as portas, enquanto os seus estarão ocupados na busca de seu prestígio pessoal ... ‘Quando o Filho do Homem vier, encontrará ainda fé sobre a terra?’ Virá Ele de improviso e o mundo não estará pronto para recebê-lo. Virá para o julgamento, para o qual o homem não se achará preparado. Virá para instaurar o seu Reino no mundo, após vencidos e aniquilados os seus inimigos”.
Item 30 - “1. Enfim, uma vez terminado o prazo prefixado pela sabedoria de Deus para a duração do mundo, [...] 2. todos os homens hão de ressuscitar, ao som da trombeta do arcanjo, e comparecerão em juízo todos juntos, no vale de Josafá. Mas – ah – bem diversa será a sua situação: uns terão o corpo revestido de glória e esplendor e outros se horrorizarão de si próprios. 3. Considera a majestade com que o soberano Juiz de aparecer em seu tribunal, cercado de anjo e santos e tendo diante de si, mais brilhante que o sol, a cruz como sinal de graça para os bons e de vingança para os maus. 4. À vista deste sinal e por determinação de Jesus Cristo, separar-se-ão os homens em duas partes: uns se acharão à sua direita e serão os predestinados; outros à sua esquerda e serão os condenados. Separação eterna! Jamais se encontrarão de novo juntos. 5. Então se abrirão os livros misteriosos das consciências: nada ficará oculto. Clara e distantemente há de ver-se nos corações duns e doutros tudo o que fizeram de bom e de mau – as afrontas a Deus e a fidelidade a suas graças, os pecados e a penitência [...]. 6. Escuta atentamente a sentença formidável que o soberano Juiz pronunciará contra os maus: ‘Ide, malditos, para o fogo eterno, que foi preparado para o diabo e seus anjos’ (Mateus 25, 41) [...] Esta palavra já nos está anunciando o abandono completo em que Deus deixará a sua criatura, explusando-a de sua presença e não a contando mais no número daqueles que lhe pertencem. [...] Ela é universal, pois encerra todos os males, e ela é irrevogável, porque se estende a todos os tempos, por toda a eternidade [...]. 7. Escuta também a sentença que decidirá sobre a sorte feliz dos bons: ‘Vinde,’ dirá o Juiz. Ah! Esta é a doce palavra de salvação, pela qual o nosso divino Salvador nos há de chamar a si, para receber-nos, bondoso, entre seus braços. ‘Vinde, benditos de meu Pai.’ [...] ‘Possui o reino que vos está preparado desde a criação do mundo’ (Mateus 25, 34)”.

10

Epílogo ___________________


“Quando começarem a acontecer estas coisas, reanimai-vos e levantai as vossas cabeças; porque se aproxima a vossa libertação”. (Lucas 21, 28) Os acontecimentos ligados ao final do tempo da graça é obra de preparo para o período de angústia, acham-se claramente reveladas. Aconteça o que acontecer não se queixem do cataclisma geral que virá num dia não muito distante. Agora deve cumprir-se o tempo das nações. Assim, nas profecias, o futuro se apresenta diante de nós tão claramente como se revelou aos discípulos pelas palavras de Cristo em Mateus 24, 14: “Este Evangelho do Reino será pregado pelo mundo inteiro para servir de testemunho a todas as nações, e então chegará o fim”. Quando o Cristo Jesus ressuscitado vindo pela segunda vez sobre as nuvens do céu, resplandecente e revestido de majestade, a glória que o acompanha não é superada por coisa alguma que os olhos mortais já tenham contemplado. Mas, devido às bênçãos do reinado de Cristo, o pecado será removido da terra, assemelhando-se à descrição do novo Paraíso terrestre dada por São João no Apocalipse 21, 3-4: “Eles serão o seu povo, e o próprio Deus estará com eles. Deus enxugará toda lágrima dos seus olhos. A morte não existirá mais, e não haverá mais luto nem choro nem dor, porque as coisas de antes passaram”.
AMÉM! VEM SENHOR JESUS!

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Notas ___________________

1° Sinal - Apostasia

Item 1: Profecia de São Nilo escrita no (séc. V).
Item 2: Profecia da Espanha Meridional (séc. XVIII).
Item 3: Irmã Elena Leonardi Aiello, italiana (1919†1961).
Item 4: Parágrafo da Carta diplomática sobre o 3º segredo de Fátima enviada em 1963 pelo Papa Paulo VI à Kennedy (EUA) e Kruschev (URSS).
Item 5: São Gregório Magno (540†604).

2° Sinal - Tempos de guerra

Item 6: Irmão "X", ditado em 1956.
Item 7: Jasper, Alemanha (séc. XIX).
Item 8: Profecia de Marienthal, ano de 1749.
Item 9: Abade de Reymond (Séc. XIV).
Item 10: Irmã Elena Leonardi Aiello, italiana disse em 1960.

3° Sinal - As testemunhas

Item 11: Monge Caesarius de Heisterbach (1180†1240).
Item 12: São Cesário, Arcebispo de Arles (469-71/542-3).
Item 13: Profecia inscrita nas Catacumbas Romanas (Data ?).
Item 14: Venerável Bartholomew Holzhauser (1613†1658).
Item 15: A Virgem Maria em la Salette, França 19.09.1846.

4° Sinal - Tempos de paz

Item 16: A Virgem Maria em la Salette, França 19.09.1846.
Item 17: Profecia de um Padre Dominicano (séc. XIV).
Item 18: Santa Hildegarda (1098†1179).
Item 19: Santa Anna – Maria Taigi (1769†1837).
Item 20: São Cesário, Arcebispo de Arles (469-71/542-3).

5° Sinal - Anticristo

Item 21: Santa Brígida da Suécia (1303†1373).
Item 22: Orígenes de Alexandria (185†254).
Item 23: Santa Hildegarda (1098†1179).
Item 24: Pe. Stefano Gobbi, M.S.M 15º edição, pág. 688.
Item 25: Anticristo – Monge Adso, escrito na França, entre 949 e 954.

6° Sinal - Parusia

Item 26: “Tudo Vos Foi Revelado”, autor Romero Gomes.
Item 27: Pe. Stefano Gobbi, M.S.M 15º Edição, pág. 805.
Item 28: “Tudo Vos Foi Revelado”, autor Romero Gomes.
Item 29: Pe. Stefano Gobbi, M.S.M 15º Edição, pág. 202.
Item 30: Introdução á vida devota Part. I Cap. XIV, pág. 69, de São Francisco de Sales.


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“Vigiai, pois, em todo o tempo e orai, a fim de que vos torneis dignos de escapar a todos estes males que hão de acontecer, e de vos apresentar de pé diante do Filho do homem”. (Lucas 21,36)

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Música e Arte Litúrgicas sob as luzes do Magistério da Igreja

Introdução

A situação da música religiosa na vida dos católicos se degradou muito intensamente nos últimos anos, sobretudo nas celebrações comunitárias da Eucaristia e outros eventos litúrgicos. Com o surgimento dos movimentos auto-entitulados "carismáticos", ou mais comumente conhecidos como "Renovação Carismática Católica" (RCC), produziu-se nas mentes católicas e nos círculos paroquiais e comunitários uma "nova cultura católica", oposta àquela recebida pelos católicos de décadas anteriores. Tais mudanças de índole de muitos católicos trouxeram não poucas confusões e desentendimentos no interior da Igreja. Com a Reforma Litúrgica de Paulo VI, muitas reformas a nível paroquial, diocesano e mesmo nacional foram apresentadas e praticadas como sendo a Reforma de Paulo VI, e assim, não obstante o povo católico rapidamente aderiu às reformas sob pretexto de obedecer o Papa. Entre as muitas mudanças e reformas postas em prática no âmbito das celebrações litúrgicas, destacam-se as que atingiram a música utilizada abertamente na Liturgia. Foi um verdadeiro abalo e uma verdadeira revolução musical. Neste contexto podemos perceber mais claramente que o Canto Gregoriano foi em muitos casos abandonado, em outros foi totalmente substituído por novos estilos, e em outros foi combatido. Da mesma forma, podemos atribuir isso ao caso da Polifonia Sacra e também do Hino Religioso, de forma que esses três gêneros de música sacra saíram, na prática, de linha (como poderíamos dizer de forma simples) da vida católica. A situação da vida litúrgica da Igreja ficou então com a Missa e os Sacramentos sendo celebrados sem os três tipos de música clássicos e tradicionais do catolicismo. Em substituição desses, entraram em prática as músicas nos mais variados estilos, como Rock, Pop, Gospel Protestante etc. Essa mudança foi tão rápida e radical que não se intimidaram com as portas do templo, penetraram totalmente os templos, além de serem utilizadas nas Missas e celebrações campais. Não obstante, a postura passiva dos Bispos e dos padres em fazer tais concessões à introdução desses estilos até então jamais utilizados na vida da Igreja. De ante de tal situação, o povo leigo reagiu com diferentes posturas: uns adotaram as reformas, outros não concordaram, porém não reclamaram e outros reclamaram. Se as autoridades eclesiásticas ficaram passivas de ante de tais inserções e mesmo apoiaram, não é de se surpreender que o povo católico, em sua maioria pelo menos, acreditasse que tais mudanças seriam as Reformas ordenadas ou pedidas pelos Papas e pelo Concílio Vaticano II. Como atualmente a situação ainda é a mesma, ainda que mostrando sinais que alimentam a esperança pela restauração daquilo que é patrimônio e cultura da Igreja Católica, desejamos expor os Ensinamentos do Magistério da Igreja Católica a cerca do tema da música na liturgia, com o intuito de contribuir um pouco para os esclarecimentos sobre aquilo que verdadeiramente o Magistério da Igreja sustenta sem reformas radicais. A situação atual é alarmante e se agrava com o apostolado da Renovação Carismática, que, com uma aparência de submissão ao Magistério da Igreja, produz shows, encontros, Missas que utilizam sem qualquer restrição os estilos de música Rock, Pop e Gospel Protestante. Essa tendência de apostolado tenta atribuir aos jovens que esses só ficariam na Igreja participando ativamente como leigo católico se a Igreja lhes oferecesse a oportunidade de usarem amplamente esses estilos modernos; aqui entra uma constante do Antropocentrismo, que parte do falso princípio que a música deve ser agradável ao homem (fora de Deus) ao invés de a Deus. Desejamos mostrar que os Papas e o Magistério da Igreja têm um conceito e orientação diferentes sobre o tema, e que o que o Magistério manda os jovens cultivarem com relação à música e o que o Magistério manda utilizar na Liturgia da Igreja não condiz e é oposto ao que a Renovação Carismática (como vemos pela Canção Nova etc) patrocina. O objetivo aqui será mostrar também que mesmo os Bispos em comunhão com o Papa não cumprem seu papel com relação ao tema Música na Liturgia e na Vida Cristã, de forma que eles mesmos não aderem ao Magistério da Igreja e ao Papa, não estão em comunhão prática com a Santa Sé. Aproveitando a carona dos princípios sobre a Música Sacra, mostraremos também os mesmos princípios sendo atribuídos às outras formas de arte. A gente faz as perguntas e o Magistério da Igreja no-las responde.



I- A Música na Liturgia (Histórico)



1) A música é um dom natural de Deus?

Sim. Ensina-nos o Papa Pio XII na Encíclica Musicae Sacrae Disciplina: "Entre os muitos e grandes dons de natureza com que Deus, em quem há harmonia de perfeita concórdia e suma coerência, enriqueceu o homem, criado à sua "imagem e semelhança",(Cf. Gn 1,26) deve-se incluir a música, que, juntamente com as outras artes liberais, contribui para o gozo espiritual e para o deleite da alma."(n.2).



2) A música foi sempre utilizada no culto religioso, inclusive no Antigo Testamento?

Sim. Atesta-nos o Papa Pio XII na Encíclica Musicae Sacrae Disciplina: "Nada de admirar, pois, que o canto sacro e a arte musical também tenham sido usados, conforme consta de muitos documentos antigos e recentes, para ornamento e decoro das cerimônias religiosas sempre e em toda parte, mesmo entre os povos pagãos; e que sobretudo o culto do verdadeiro e sumo Deus desde a antiguidade se tenha valido dessa arte. O povo de Deus, escapando incólume do mar Vermelho por milagre do poder divino, cantou a Deus um cântico de vitória; e Maria, irmã do guia Moisés, dotada de espírito profético, cantou ao som dos tímpanos, acompanhada pelo canto do povo.(Cf. Ex 15,1-20) E, posteriormente, enquanto se conduzia a arca de Deus da casa de Abinadab para a cidade de Davi, o próprio rei e "todo Israel dançavam diante de Deus com instrumentos de madeira trabalhada, cítaras, liras, tímpanos, sistros e címbalos".(2Sm 6,5) O próprio rei Davi fixou as regras da música a usar-se no culto sagrado, e do canto;(Cf. 1Cr 23,5; 25,2-31) regras que foram restabelecidas após o regresso do povo do exílio, e fielmente conservadas até a vinda do divino Redentor."(n.3).



3) A música foi utilizada pela igreja primitiva no culto ao Senhor?

Sim. Assegura-nos o Papa Pio XII na Encíclica Musicae Sacrae Disciplina: "que na Igreja fundada pelo divino Salvador o canto sacro desde o princípio estivesse em uso e honra, é claramente indicado por são Paulo apóstolo, quando aos efésios assim escreve: "Sede cheios do Espírito Santo, recitando entre vós salmos e hinos e cânticos espirituais"(Ef 5,18s; cf. Col 3,16) e que esse uso de cantar salmos estivesse em vigor também nas assembléias dos cristãos, indica-o ele com estas palavras: "Quando vos reunis, alguns entre vós cantam o salmo".(1Cor 14,26) E que o mesmo acontecesse após a idade apostólica é atestado por Plínio, que escreve haverem os que tinham renegado a fé afirmado que "esta era a substância da falta de que eram inculpados, a saber: o costumarem a reunir-se num dado dia antes do aparecer da luz e cantarem um hino a Cristo como a Deus".(Plínio, Epist. X, 96, 7) Essas palavras do procônsul romano da Bitínia mostram claramente que nem mesmo no tempo da perseguição emudecia de todo a voz do canto da Igreja; isto confirma-o Tertuliano quando narra que nas assembléias dos cristãos "se lêem as Escrituras, cantam-se salmos, promove-se a catequese".(Cf. Tertuliano, De anima, c. 9; PL 2, 701; e Apol. 39; PL 1, 540)"(n.3).



4) Quando a Igreja Católica teve liberdade de culto já se costumava cantar salmos e hinos litúrgicos quase que diariamente?

Sim. "Restituída à Igreja a liberdade e a paz, muitos testemunhos se tem, dos padres e dos escritores eclesiásticos, que confirmam serem de usa quase diário os salmos e os hinos do culto litúrgico."(Encíclica Musicae Sacrae Disciplina, n.4).



5) Como surgiu o Canto Gregoriano?

Vejamos o que nos atesta Sua Santidade Pio XII: "pouco a pouco se criaram mesmo novas formas e se excogitaram novos gêneros de cantos, cada vez mais aperfeiçoados pelas escolas de música, especialmente em Roma. O nosso predecessor, de feliz memória, são Gregório Magno, consoante a tradição reuniu cuidadosamente tudo o que havia sido transmitido, e deu-lhe sábia ordenação, provendo, com oportunas leis e normas, a assegurar a pureza e a integridade do canto sacro."(Encíclica Musicae Sacrae Disciplina, n.4).



6) O Canto Gregoriano foi criado por São Gregório Magno?

Não. Porque o que São Gregório Magno fez foi dar "ordenação, provendo, com oportunas leis e normas, a assegurar a pureza e a integridade do canto sacro" ao que foi transmitido, ou seja, ao que já fazia parte da Tradição da Igreja, conforme nos atesta Pio XII.



7) Como surgiu o Hino Religioso Católico (ou Canto Religioso Popular)?

"Da santa cidade a modulação romana do canto aos poucos se introduziu em outras regiões do ocidente, e não somente ali se enriqueceu de novas formas e melodias, como também começou mesmo a ser usada uma nova espécie de canto sacro, o hino religioso, às vezes em língua vulgar."(Encíclica Musicae Sacrae Disciplina, n.4).



8) O Canto Gregoriano começou bem cedo a ser executado com o acompanhamento do instrumento musical "órgão"?

Sim. "O próprio canto coral, que, pelo nome do seu restaurador, são Gregório, começou a chamar-se "Gregoriano", a começar dos séculos VIII e IX, em quase todas as regiões da Europa cristã, adquiriu novo esplendor, com o acompanhamento do instrumento musical chamado "órgão"."(Encíclica Musicae Sacrae Disciplina, n.4).



9) Como surgiu o Canto Polifônico na Liturgia da Igreja?

"A partir do século IX, pouco a pouco a esse canto coral [Gregoriano] se juntou o canto polifônico, cuja teoria e prática se precisaram cada vez mais nos séculos subseqüentes, e que, sobretudo no século XV e no XVI, por obra de sumos artistas alcançou admirável perfeição."(Encíclica Musicae Sacrae Disciplina, n.5).



10) A Igreja sempre teve por honra e sempre permitiu o Canto Polifônico no culto?

Sim. É o que nos assegura o Papa Pio XII: "A Igreja também teve sempre em grande honra este canto polifônico, e de bom grado admitiu-o para maior decoro dos ritos sagrados nas próprias basílicas romanas e nas cerimônias pontifícias."(Encíclica Musicae Sacrae Disciplina, n.5).



11) A Igreja Católica preocupou-se sempre em tornar o Culto Divino esplêndido e ao mesmo tempo preocupou-se sempre em impedir a profanação da Liturgia?

Sim. É o que nos ensina a Encíclica Musicae Sacrae Disciplina: "O progresso dessa arte musical, ao passo que mostra claramente o quanto a Igreja se tem preocupado com tornar cada vez mais esplêndido e agradável ao povo cristão o culto divino, por outra parte explica como a mesma Igreja tenha tido, as vezes, de impedir que se ultrapassem nesse terreno os justos limites, e que, juntamente com o verdadeiro progresso, se infiltrasse na música sacra, deturpando-a, certo quê de profano e de alheio ao culto sagrado."(n.6).



12) Como ocorre a profanação da Liturgia e dos Ritos Sagrados por meio da música?

Introduzindo na "música sacra, deturpando-a, certo quê de profano e de alheio ao culto sagrado."(Encíclica Musicae Sacrae Disciplina, n.6).



13) O Magistério da Igreja, especialmente os Papas, têm se preocupado em impedir a profanação da Liturgia por meio das músicas e em impedir a inserção de abusos na música sacra?

Sim. É o que nos assegura Sua Santidade o Papa Pio XII na Encíclica Musicae Sacrae Disciplina: "A esse dever de solícita vigilância sempre foram fiéis os sumos pontífices; e também o concílio de Trento sabiamente proscreveu: "as músicas em que, ou no órgão ou no canto, se mistura algo de sensual e de impuro",(Conc. Trid., Sess. XXII: Decretum de obseruandis et vitandis in celebratione Missae) Deixando de parte não poucos outros papas, o nosso predecessor de feliz memória Bento XIV, em carta encíclica de 19 de Fevereiro de 1749, em preparação ao ano jubilar, com abundante doutrina e cópia de argumentos exortou de modo particular os bispos a proibirem por todos os meios, os reprováveis abusos que indebitamente se haviam introduzido na música.(Cf. Bento XIV, Carta enc. Annus qui; Opera omnia, (ed. Prati, Vol.17,1, p.16)) O mesmo caminho seguiram os nossos predecessores Leão XII, Pio VIII,(Cf. Carta apost., Bonum est confiteri Domino, (2 de agosto de 1828). Cf. Bullarium Romanum, ed. Prati, ed. Typ. Aldina, t. IX, p.139ss) Gregório XVI, Pio IX, Leão XIII.(Cf. Acta Leonis XIII,14(1895), pp. 237-247; cf. AAS 27(1894), pp. 42-49) Todavia, em bom direito pode-se afirmar haver sido o nosso predecessor, de feliz memória, são Pio X, quem realizou uma restauração e reforma orgânica da música sacra, tornando a inculcar os princípios e as normas transmitidos pela antiguidade, e oportunamente reordenando-os segundo as exigências dos tempos modernos.(Cf. Acta Pii X, vol. I, pp. 75-87; AAS 36(1903-04), pp. 329-339; 387-395) Finalmente, tal como o nosso imediato predecessor Pio XI, de feliz memória, com a constituição apostólica "Divini cultus sanctitatem", de 20 de dezembro de 1929,(Cf. AAS 21(1929), pp. 33ss) também nós mesmos, com a encíclica "Mediator Dei", de 20 de novembro de 1947, ampliamos e corroboramos as prescrições dos pontífices precedentes.(Cf. AAS 39(1947), pp. 521-595)"(n.7).



II- A Arte e seus Princípios na Liturgia



a) A liberdade do artista e a Lei Divina



14) A missão da Igreja na vigilância sobre a música na Liturgia é ditar leis de caráter estético ou técnico?

Não. Ensina-nos a Encíclica Musicae Sacrae Disciplina do Papa Pio XII: "Com efeito, não se trata de ditar leis de caráter estético ou técnico a respeito da nobre disciplina da música; ao contrário, é intenção da Igreja que esta seja defendida de tudo que possa diminuir-lhe a dignidade, sendo, como é, chamada a prestar serviço num campo de tamanha importância como é o do culto divino."(n.8).



15) A liberdade do artista deve estar sujeita à Lei Divina?

Sim. "Nisto a música sacra não obedece a leis e normas diversas das que regulam todas as formas de arte religiosa, antes à própria arte em geral."(Musicae Sacrae Disciplina, n.9) e "questão que não pode ser resolvida com argumentos tirados da arte e da estética, mas que, em vez disso, deve ser examinada à luz do supremo postulado do fim último, regra sagrada e inviolável de todo homem e de toda ação humana. De fato, o homem diz ordem ao seu fim último - que é Deus - por força de uma lei absoluta e necessária, fundada na infinita perfeição da natureza divina, de maneira tão plena e perfeita, que nem mesmo Deus poderia eximir alguém de observá-la."(Musicae Sacrae Disciplina, n.10).



16) Todas as ações do homem devem manifestar a infinita perfeição de Deus, e imitá-la tanto quanto possível?

Sim. É o que nos ensina o Papa Pio XII: "Com essa lei eterna e imutável fica estabelecido que o homem e todas as suas ações devem manifestar, em louvor e glória do Criador, a infinita perfeição de Deus, e imitá-la tanto quanto possível. Por isso o homem, destinado por sua natureza a alcançar esse fim supremo, deve, no seu agir, conformar-se ao divino arquétipo, e nessa direção orientar todas as faculdades da alma e do corpo, ordenando-as retamente entre si, e devidamente domando-as para alcançar o do fim."(Musicae Sacrae Disciplina, n.10).



17) Introduzir nos templos obras artísticas sem inspiração religiosa é ofensa à piedade cristã?

Sim. É o que nos ensina o Papa Pio XII: "não ignoramos que nestes últimos anos alguns artistas, com grave ofensa da piedade cristã, ousaram introduzir nas Igrejas obras destituídas de qualquer inspiração religiosa, e em pleno contraste até mesmo com as justas regras da arte."(Musicae Sacrae Disciplina, n.9).



18) Quer dizer então que as artes e obras artísticas devem ser julgadas com base na sua conformidade com Deus?

Sim. "Portanto, também a arte e as obras artísticas devem ser julgadas com base na sua conformidade, com o fim último do homem; e, por certo, deve a arte contar-se entre as mais nobres manifestações do engenho humano, porque atinente ao modo de exprimir por obras humanas a infinita beleza de Deus, de que é ela o revérbero."(Musicae Sacrae Disciplina, n.10).



19) A expressão "a arte pela arte" é correta?

Não. Atesta-nos Pio XII: "a conhecida expressão "a arte pela arte" - com a qual, posto de parte aquele fim que é ingênito em toda criatura, erroneamente se afirma que a arte não tem outras leis senão aquelas que promanam da sua natureza, - essa expressão ou não tem valor algum, ou importa grave ofensa ao próprio Deus, Criador e fim último."(Musicae Sacrae Disciplina, n.10).



20) A liberdade do artista é sufocada por estar sujeita à Lei Divina?

Não. "a liberdade do artista - liberdade que não é um instinto, cego para a ação, regulado somente pelo arbítrio ou por certa sede de novidade -, pelo fato de estar sujeita à lei divina em nada é coarctada ou sufocada, mas, antes, enobrecida e aperfeiçoada."(Musicae Sacrae Disciplina, n.10).



b) A arte religiosa e a Fé dos artistas



21) A Arte Religiosa exige artistas inspirados pela Fé e pelo Amor?

Sim. É o que nos ensina o Papa Pio XII: "Isso, se vale para toda obra de arte, claro é que deve aplicar-se também a respeito da arte sacra e religiosa. Antes, a arte religiosa é ainda mais vinculada a Deus e dirigida a promover o seu louvor e a sua glória,..."(Musicae Sacrae Disciplina, n.11).



22) Qual é a única finalidade da Arte Religiosa?

A "de ajudar poderosamente os fiéis a elevar piedosamente a sua mente à Deus, agindo ela [a Arte Religiosa], por meio das suas manifestações, sobre os sentidos da vista e do ouvido."(Musicae Sacrae Disciplina, n.11).



23) O artista sem fé ou arredio de Deus pode ocupar-se da Arte Religiosa? Por quê?

Não. "o artista sem fé, ou arredio de Deus com a sua alma e com a sua conduta, de maneira alguma deve ocupar-se de arte religiosa;"(Musicae Sacrae Disciplina, n.11), porque "realmente, não possui ele aquele olho interior que lhe permite perceber o que é requerido pela majestade de Deus e pelo seu culto."(Musicae Sacrae Disciplina, n. 11).



24) As obras de arte dos artistas sem Fé e sem Caridade se revelam a perícia e uma certa habilidade exterior do autor, podem ser aceitas nos templos da Igreja Católica?

Não. É o que ensina clara e insistentemente o Papa Pio XII na Encíclica Musicae Sacrae Disciplina: "Nem se pode esperar que as suas obras [dos artistas sem Fé e Caridade], destituídas de inspiração religiosa - mesmo se revelam a perícia e uma certa habilidade exterior do autor -, possam inspirar aquela fé e aquela piedade que convêm à majestade da casa de Deus; e, portanto, nunca serão dignas de ser admitidas no templo da igreja, que é a guardiã e o árbitro da vida religiosa."(n. 11).



25) Quer dizer então que as autoridades eclesiásticas que permitem a introdução e uso nas igrejas de obras de artistas não-católicos agem contrariamente ao que determina o Magistério da Igreja?

Sim. É o que se percebe na prática.



26) Este princípio vale para todos os tipos de artes, como música, arquitetura, literatura, pintura, escultura?

Sim. "Isso, se vale para toda obra de arte, claro é que deve aplicar-se também a respeito da arte sacra e religiosa."(Musicae Sacrae Disciplina, n. 11). A Sacrosanctum Concilum do Concílio Vaticano II confirma: "A Igreja aprova e aceita no culto divino todas as formas autênticas de arte, desde que dotadas das qualidades requeridas."(n. 112). A Encíclica Mediator Dei do Papa Pio XII também declara: "Desejamos e recomendamos calorosamente, ainda uma vez, o decoro dos sagrados edifícios e altares. Sinta-se cada um animado pela palavra divina: "O zelo de tua casa me devora"(Sl 68,10; Jo 2,17) e se empenhe segundo as suas forças para que tudo, quer nos sagrados edifícios, quer nas vestes e nas alfaias litúrgicas, ainda que não brilhe por excessiva riqueza e esplendor, seja, todavia, apropriado e limpo, estando tudo consagrado à divina Majestade."(Mediator Dei, n. 174).



27) O artista com fé e amor, ao exprimir sua fé e piedade, pratica um ato de culto e de religião, além de estimular o povo a professar a fé e a cultivar a piedade?

Sim. É o que nos ensina a Musicae Sacrae Disciplina: "o artista que tem fé profunda e leva conduta digna de um cristão, agindo sob o impulso do amor de Deus e pondo os seus dotes a serviço da religião por meio das cores, das linhas e da harmonia dos sons, fará todo o esforço para exprimir a sua fé e a sua piedade com tanta perícia, beleza e suavidade, que esse sagrado exercício da arte constituirá para ele um ato de culto e de religião, e estimulará grandemente o povo a professar a fé e a cultivar a piedade."(n. 12).



28) A Igreja Católica tem por honra os artistas fervorosos?

Sim. "Tais artistas são e sempre serão tidos em honra pela Igreja; esta lhes abrirá as portas dos templos, visto comprazer-se no contributo não pequeno que, com a sua arte e com a sua operosidade, eles dão para um mais eficaz desenvolvimento do seu ministério apostólico."(Musicae Sacrae Disciplina, n. 12).



c) Finalidade da música sacra



29) Qual é a finalidade da Música Sacra?

"nisto consiste a dignidade e a excelsa finalidade da música sacra, a saber, em - por meio das suas belíssimas harmonias e da sua magnificência - trazer decoro e ornamento às vozes quer do sacerdote ofertante, quer do povo cristão que louva o sumo Deus; em elevar os corações dos fiéis a Deus por uma intrínseca virtude sua, em tornar mais vivas e fervorosas as orações litúrgicas da comunidade cristã, para que Deus uno e trino possa ser por todos louvado e invocado com mais intensidade e eficácia."(Musicae Sacrae Disciplina, n. 14).



30) Quer dizer que a Música Sacra tem que ser ao mesmo tempo Boa, Verdadeira e Bela?

Sim, para atender à sua finalidade.



31) A Música Sacra aumenta a honra que a Igreja dá a Deus e aumenta o fruto que os fiéis tiram da Liturgia para a vida cristã cotidiana?

Sim. É o que nos ensina a Musicae Sacrae Disciplina: "Portanto, por obra da música sacra é aumentada a honra que a Igreja dá a Deus em união com Cristo seu chefe; e, outrossim, é aumentado o fruto que, estimulados pelos sagrados acordes, os fiéis tiram da sagrada liturgia e costumam manifestar por uma conduta de vida dignamente cristã, como mostra a experiência cotidiana e como confirmam muitos testemunhos de escritores antigos e recentes. Falando dos cânticos "executados com voz límpida e com modulações apropriadas", assim se exprime santo Agostinho: "Sinto que as nossas almas se elevam na chama da piedade com um ardor e uma devoção maior por efeito daquelas santas palavras quando elas são acompanhadas pelo canto, e todos os diversos sentimentos do nosso espírito acham no canto uma sua modulação própria, que os desperta por força de não sei que relação oculta e íntima".(S. Agostinho, Confess., 1. X, c. 33, PL 32, 799ss)"(n.14).



32) A Música Sacra está mais próxima do Culto Divino que as outras belas-artes?

Sim. "Essas leis da arte religiosa vinculam com ligame ainda mais estreito e mais santo a música sacra, visto estar esta mais próxima do culto divino do que as outras belas-artes, como a arquitetura, a pintura e a escritura; estas procuram preparar uma digna sede para os ritos divinos, ao passo que aquela ocupa lugar de primeira importância no próprio desenvolvimento das cerimônias e dos ritos sagrados."(Musicae Sacrae Disciplina, n.13).



33) A Igreja precisa eliminar da Música Sacra tudo o que destoa do culto divino ou impede os fiéis de elevarem sua mente a Deus?

Sim. É o que declara a Musicae Sacrae Disciplina: "Por isso, deve a Igreja, com toda diligência; providenciar para remover da música sacra, justamente por ser esta a serva da sagrada liturgia, tudo o que destoa do culto divino ou impede os fiéis de elevarem sua mente a Deus."(n.13).



d) Música sacra e seu papel litúrgico



34) Como aumenta a dignidade e a importância da Música Sacra na Liturgia?

"seja tanto maior quanto mais de perto a sua ação se relaciona com o ato supremo do culto cristão, isto é, com o sacrifício eucarístico do altar. Não pode ela, pois, realizar nada de mais alto e de mais sublime do que o oficio de acompanhar com a suavidade dos sons a voz do sacerdote que oferece a vítima divina, do que responder alegremente às suas perguntas juntamente com o povo que assiste ao sacrifício, e do que tornar mais esplêndido com a sua arte todo o desenvolvimento do rito sagrado."(Musicae Sacrae Disciplina, n.15).



35) A tradição musical da Igreja é um tesouro que excede todas as outras expressões de arte?

Sim. É o que nos ensina a Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium, do Concílio Ecumênico Vaticano II: "A tradição musical da Igreja é um tesouro de inestimável valor, que excede todas as outras expressões de arte, sobretudo porque o canto sagrado, intimamente unido com o texto, constitui parte necessária ou integrante da Liturgia solene."(n. 112).



e) Música sacra e seu papel extralitúrgico



36) A música religiosa, apesar de não ser utilizada ao serviço da Liturgia implica vantagens à religião pelo seu conteúdo e finalidade, influenciando a alma dos fiéis?

Sim. É o que nos ensina a Musicae Sacrae Disciplina: "em grande estima se deve ter também a música que, embora não sendo destinada principalmente ao serviço da sagrada liturgia, todavia, pelo seu conteúdo e pelas suas finalidades, importa muitas vantagens à religião, e por isso com toda razão é chamada música "religiosa". Na verdade, também este gênero de música sacra - que teve origem no seio da Igreja, e que sob os auspícios desta pôde felizmente desenvolver-se está, como o demonstra a experiência, no caso de exercer nas almas dos fiéis uma grande e salutar influência, quer seja usada nas igrejas durante as funções e as sagradas cerimônias não-litúrgicas, quer fora de igreja, nas várias solenidades e celebrações."(n. 16).



37) A catequese pode tirar proveito da música religiosa extralitúrgica?

Sim. "Daí segue que até mesmo os meninos e as meninas, aprendendo na tenra idade esses cânticos sacros, são muito ajudados a conhecer, a apreciar e a recordar as verdades da nossa fé, e assim o apostolado catequético tira deles não leve vantagem. Depois, esses cânticos religiosos, enquanto recreiam a alma dos adolescentes e dos adultos, oferecem a estes um casto e puro deleite, emprestam certo tom de majestade religiosa às assembléias e reuniões mais solenes, e até às próprias famílias cristãs trazem santa alegria, doce conforto e espiritual proveito."(Musicae Sacrae Disciplina, n. 16).



f) Música sacra é meio de apostolado



38) Os que se ocupam da Música Sacra exercem verdadeiro e real apostolado?

Sim. É o que nos ensina o Papa Pio XII na Encíclica Musicae Sacrae Disciplina: "Afinal, todos quantos ou compõem música segundo o seu próprio talento artístico, ou a dirigem ou a executam vocalmente ou por meio de instrumentos musicais, todos esses, sem dúvida, exercitam um verdadeiro e real apostolado, mesmo de modo vário e diverso, e por isso receberão em abundância, de Cristo nosso Senhor, as recompensas e as honras reservadas aos apóstolos, à medida que cada um houver desempenhado fielmente o seu cargo."(n. 17).



III- Qualidade da Música Sacra e Regras que presidem sua execução na Liturgia da Igreja Católica



39) A música litúrgica deve ser santa, sem elementos profanos?

Sim. "não admita ela em si o que soa de profano, nem permita se insinue nas melodias com que é apresentada."(Musicae Sacrae Disciplina, n. 20).



40) Qual o gênero de música sacra que mais atende a essa santidade?

O Canto Gregoriano, pois nos ensina a Musicae Sacrae Disciplina que "A essa santidade se presta sobretudo o canto gregoriano, que desde tantos séculos se usa na Igreja, a ponto de se poder dizê-lo patrimônio seu. Pela íntima aderência das melodias às palavras do texto sagrado, esse canto não só quadra a este plenamente, mas parece quase interpretar-lhe a força e a eficácia, instilando doçura na alma de quem o escuta;..."(n. 20).



41) O Concílio Vaticano II confirma este ensinamento?

Sim, pois que nos ensina: "A Igreja reconhece como canto próprio da liturgia romana o canto gregoriano; terá este, por isso, na ação litúrgica, em igualdade de circunstâncias, o primeiro lugar."(Sacrosanctum Concilium, n. 116).



42) Conservar cuidadosamente o Canto Gregoriano e fazer o povo amplamente participante dele é competência dos pastores da Igreja Católica?

Sim. É o que nos ensina o Papa Pio XII: "Conservar cuidadosamente esse precioso tesouro do canto gregoriano e fazer o povo amplamente participante dele, compete a todos aqueles a quem Jesus Cristo confiou a guarda e a dispensação das riquezas da Igreja."(Musicae Sacrae Disciplina, n. 20). E a Sacrosanctum Concilium manda que: "Guarde-se e desenvolva-se com diligência o patrimônio da música sacra. Promovam-se com empenho, sobretudo nas igrejas catedrais, as «Scholae cantorum». Procurem os Bispos e demais pastores de almas que os fiéis participem ativamente nas funções sagradas que se celebram com canto, na medida que lhes compete..."(n. 114).



43) É direito dos fiéis católicos terem o Canto Gregoriano em ativo uso nas celebrações litúrgicas de suas comunidades?

Sim. É o que nos ensina a Sacrosanctum Concilium do Concílio Vaticano II: "Procurem os Bispos e demais pastores de almas que os fiéis participem ativamente nas funções sagradas que se celebram com canto, na medida que lhes compete..."(n. 114). O Papa Pio XII na Encíclica Musicae Sacrae Disciplina ordena: "Por isso, aquilo que os nossos predecessores são Pio X, com toda a razão chamado restaurador do canto gregoriano,(Carta ao Card. Respighi, Acta Pii X,1, pp. 68-74; v pp. 73ss; AAS 36(1903-04), pp. 325-329; 395-398; v. 398) e Pio XI ,(Pio XI, Const. apost. Divini cultus; AAS 21(1929}, pp. 33ss) sabiamente ordenaram e inculcaram, também nós queremos e prescrevemos que se faça, prestando-se atenção às características que são próprias do genuíno canto gregoriano; isto é, que na celebração dos ritos litúrgicos se faça largo uso desse canto, e se providencie com todo cuidado para que ele seja executado com exatidão, dignidade e piedade."(n. 20).



44) As autoridades eclesiásticas que fazem "vista grossa" ao Canto Gregoriano ou evitam seu uso nas comunidades estão em conformidade com a Santa Sé?

Não, pois não atendem ao Magistério da Igreja, que ensina: "A Igreja reconhece como canto próprio da liturgia romana o canto gregoriano; terá este, por isso, na ação litúrgica, em igualdade de circunstâncias, o primeiro lugar."(Sacrosanctum Concilium, n. 116).



45) É permitida a composição de novas melodias gregorianas?

Sim, desde que "seja isso feito por mestres verdadeiramente competentes, de modo que se observem fielmente as leis próprias do verdadeiro canto gregoriano, e as novas composições porfiem, em valor e pureza, com as antigas."(Musicae Sacrae Disciplina, n. 20).



46) A execução do Canto Gregoriano em todas as igrejas católicas do mundo é penhor de universalidade e unidade?

Sim. É o que nos ensina Sua Santidade o Papa Pio XII: "se em todas as Igrejas católicas do mundo ressoar incorrupto e íntegro o canto gregoriano, também ele, como a liturgia romana, terá a nota de "universalidade", de modo que os fiéis em qualquer parte do mundo ouçam essas harmonias como familiares e como coisa de casa, experimentando assim, com espiritual conforto, a admirável unidade da Igreja."(Musicae Sacrae Disciplina, n. 21).



47) Quer dizer então que as dioceses que evitam o uso do Canto Gregoriano, ou não o têm em primeiro lugar, estão contrárias às disposições do Magistério da Igreja expressas na Encíclica Musicae Sacrae Disciplina, Sacrosanctum Concilium e ensinamentos tradicionais precedentes?

Sim.



48) Os pastores devem providenciar para que os fiéis católicos aprendam desde a infância pelo menos as melodias gregorianas mais simples?

Sim. É o que manda Sua Santidade Pio XII: "cuidem atentamente os ordinários e os outros sagrados pastores, que desde a infância os fiéis aprendam ao menos as melodias gregorianas mais fáceis e mais em uso, e saibam valer-se delas nos sagrados ritos litúrgicos, de modo que também nisso brilhe sempre mais a unidade e a universalidade da Igreja."(Musicae Sacrae Disciplina, n. 22).



49) Com a primazia do Canto Gregoriano na Liturgia da igreja de rito romano, a Música Polifônica deve ser evitada ou abandonada?

Não. Assegura-nos Pio XII: "Com o que havemos dito para louvar e recomendar o canto gregoriano, não é intenção nossa remover dos ritos da Igreja à polifonia sacra, a qual, desde que exornada das devidas qualidades, pode contribuir bastante para a magnificência do culto divino e para suscitar piedosos afetos na alma dos fiéis. Afinal, bem sabido é que muitos cantos polifônicos, compostos sobretudo no século XVI, brilham por tal pureza de arte e tal riqueza de melodias, que são inteiramente dignos de acompanhar e como que de tornar mais perspícuos os ritos da Igreja."(Musicae Sacrae Disciplina, n. 26). E a Sacrosanctum Concilium nos ensina: "Não se excluem todos os outros gêneros de música sacra, mormente a polifonia, na celebração dos Ofícios divinos, desde que estejam em harmonia com o espírito da ação litúrgica..."(n. 116).



50) Quer dizer que é permitido fazer largo uso da Música Polifônica na Liturgia?

Sim, desde que conforme permite o Magistério da Igreja. "Destarte sucede que, nas basílicas, nas catedrais, nas igrejas dos religiosos, podem executar-se quer as obras-primas dos antigos mestres, quer composições polifônicas de autores recentes, com decoro do rito sagrado; antes sabemos que, mesmo nas igrejas menores, não raramente se executam cantos polifônicos mais simples, porém compostos com dignidade e verdadeiro senso de arte: A Igreja favorece todos estes esforços; realmente, consoante às palavras do nosso predecessor de feliz memória são Pio X, ela "sempre favoreceu o progresso das artes e ajudou-o, acolhendo no uso religioso tudo o que o engenho humano tem criado de bom e de belo no curso dos séculos, desde que ficassem salvas as leis litúrgicas"(Acta Pii X,1, p. 80)"(Musicae Sacrae Disciplina, n. 27).



51) O quê a execução da Música Polifônica na Liturgia da Igreja deve observar na prática?

"Estas leis [litúrgicas] exigem que, nesta importante matéria, se use de toda prudência e se tenha todo cuidado a fim de que se não introduzam na Igreja cantos polifônicos que, pelo modo túrgido e empolado, ou venham a obscurecer, com a sua prolixidade, as palavras sagradas da liturgia, ou interrompam a ação do rito sagrado, ou, ainda, aviltem a habilidade dos cantores com desdouro do culto divino."(Musicae Sacrae Disciplina, n. 27).



52) Qual o instrumento musical que ocupa o primeiro lugar entre os instrumentos musicais aos quais as portas do templo católico são abertas?

O Órgão, como nos ensina Pio XII: "Entre os instrumentos a que é aberta a porta do templo vem, de bom direito, em primeiro lugar o órgão, por ser particularmente adequado aos cânticos sacros e aos sagrados ritos, por conferir às cerimônias da Igreja notável esplendor e singular magnificência, por comover a alma dos fiéis com a gravidade e doçura do seu som, por encher a mente de gozo quase celeste, e por elevar fortemente à Deus e às coisas celestes."(Musicae Sacrae Disciplina, n. 28).



53) O Concílio Vaticano II confirma este ensinamento?

Sim. "Tenha-se em grande apreço na Igreja latina o órgão de tubos, instrumento musical tradicional e cujo som é capaz de dar às cerimônias do culto um esplendor extraordinário e elevar poderosamente o espírito para Deus."(Sacrosanctum Concilium, n. 120).



54) Além do órgão, o Magistério da Igreja permite que se introduzam nos templos católicos outros instrumentos musicais?

Sim, "Além do órgão, há outros instrumentos que podem eficazmente vir em auxílio para se atingir o alto fim da música sacra, desde que nada tenham de profano, de barulhento, de rumoroso, coisas essas destoantes do rito sagrado e da gravidade do lugar."(Musicae Sacrae Disciplina, n. 29).



55) Quer dizer então que instrumentos musicais que produzem muito barulho têm o uso proibido dentro dos templos católicos?

Sim. É o que ensina Pio XII: "desde que nada tenham de profano, de barulhento, de rumoroso"(Musicae Sacrae Disciplina, n.29).



56) Quer dizer então que a execução das baterias, guitarras e instrumentos musicais similares são proibidos dentro do templo e na Liturgia?

Sim. Porque são os instrumentos musicais mais barulhentos e devido ao barulho que produzem violam o rito sagrado e a sacralidade do templo. Tais instrumentos não são adaptáveis à sacralidade dos ritos litúrgicos e porque destoam dos ritos sagrados e da gravidade do lugar não são de maneira nenhuma permitidos. "O zelo de tua casa me devora"(Sl 68,10; Jo 2,17). Ordena o Santo Padre o Papa São Pio X que: "É proibido, na Igreja, o uso do piano bem como o de instrumentos fragorosos, o tambor, o bombo, os pratos, as campainhas e semelhantes."(Motu Proprio Tra Le Sollicitude, n. 19).



57) As paróquias e autoridades eclesiásticas que permitem o uso de instrumentos musicais barulhentos na Missa e demais celebrações litúrgicas profanam então a Liturgia e o templo consagrado?

Sim, porque a profanação da Liturgia pela música ocorre quando se insere na música sacra "certo quê de profano e de alheio ao culto sagrado"(Musicae Sacrae Disciplina, n.6) e coisa barulhenta está entre as coisas que Pio XII classifica de "coisas essas destoantes do rito sagrado e da gravidade do lugar."(Musicae Sacrae Disciplina, n. 29).



58) Os instrumentos musicais que não podem ser usados no templo podem ser usados em Missas Campais e outras solenidades litúrgicas fora do templo?

Não. Porque ainda que tais instrumentos não destoem da gravidade do lugar (exterior do templo), são "destoantes do rito sagrado"(Musicae Sacrae Disciplina, n. 29).



59) Quais os instrumentos musicais, além do órgão, que podem ser usados na Liturgia da Igreja Católica?

"Entre eles vêm, em primeiro lugar, o violino e outros instrumentos de arco, os quais, ou sozinhos ou juntamente com outros instrumentos e com o órgão, exprimem com indizível eficácia os sentimentos, de tristeza ou de alegria, da alma."(Musicae Sacrae Disciplina, n. 29).



60) Para os instrumentos musicais serem então utilizados na Liturgia precisam ao mesmo tempo não terem nada de profano, não destoarem da santidade do lugar e não destoarem da ação litúrgica, além de não serem extravagantes?

Sim. ""Quando eles [os instrumentos musicais] não tiverem nada de profano ou de destoante da santidade do lugar e da ação litúrgica, e não forem em busca do extravagante e do extraordinário, tenham também acesso nas nossas igrejas, podendo contribuir não pouco para o esplendor dos ritos sagrados, para elevar a alma para o alto, e para afervorar a verdadeira piedade da alma".,(AAS 39(1947), p. 590)"(Musicae Sacrae Disciplina, n. 29).



61) Sobre os instrumentos musicais permissíveis, a Sacrosanctum Concilium do Concílio Vaticano II concorda com a Musicae Sacrae Disciplina de Pio XII?

Sim. "Podem utilizar-se no culto divino outros instrumentos, segundo o parecer e com o consentimento da autoridade territorial competente, conforme o estabelecido nos art. 22 § 2, 37 e 40, contanto que esses instrumentos estejam adaptados ou sejam adaptáveis ao uso sacro, não desdigam da dignidade do templo e favoreçam realmente a edificação dos fiéis."(Sacrosanctum Concilium, n. 120).



62) Quando se há dúvida se um instrumento musical pode ou não ser utilizado no templo e na Liturgia, qual é a regra a seguir?

Ensina-nos o Papa Pio XII que é melhor se abster do uso de tal instrumento: "É o caso apenas de advertir que, quando faltarem a capacidade e os meios para tanto, melhor será abster-se de semelhantes tentativas, do que fazer coisa menos digna do culto divino e das reuniões sacras."(Musicae Sacrae Disciplina, n. 29).



63) Além do Canto Gregoriano e da Música Polifônica existe outro gênero de Música Sacra que pode ser executado nos templos e cerimônias religiosas?

Sim. O Canto Religioso Popular.



64) Como devem ser os cânticos religiosos populares?

"A fim de que semelhantes cânticos religiosos proporcionem fruto espiritual e vantagem ao povo cristão, devem ser plenamente conformes ao ensinamento da fé cristã, expô-la e explicá-la retamente, usar linguagem fácil e melodia simples, fugir da profusão de palavras empoladas e vazias, e, finalmente, mesmo sendo breves e fáceis, ter uma certa dignidade e gravidade religiosa."(Musica Sacrae Disciplina, n. 30).



65) O Canto Religioso Popular se origina do Canto Litúrgico?

Sim. "A esses aspectos que têm mais estreita ligação com a liturgia da Igreja juntam-se, como dissemos, os cantos religiosos populares, escritos as mais das vezes em língua vulgar, os quais se originam do próprio canto litúrgico, mas, sendo mais adaptados à índole e aos sentimentos de cada povo em particular, diferem não pouco entre si, conforme o caráter dos povos e a índole particular das nações."(Musicae Sacrae Disciplina, n. 30).



66) Esse Canto Religioso deve ser promovido nas dioceses pelos Bispos?

Sim. "Por isso, não podemos deixar de exortar-vos vivamente, veneráveis irmãos, a vos dignardes, com todo cuidado e por todos os meios, de favorecer e promover nas vossas dioceses esse canto popular religioso."(Musicae Sacrae Disciplina, n. 32).



67) Este Canto ocupa lugar importante na catequese?

Sim. "Aqueles a quem está confiada a formação religiosa dos meninos e das meninas não deixem de valer-se, pelo modo devido, desses eficazes auxílios, e os assistentes da juventude católica usem deles retamente na grave tarefa que lhes foi confiada."(Musicae Sacrae Disciplina, n. 32).



68) Qual a vantagem que se espera no uso do Canto Religioso Popular?

"a de que sejam eliminadas essas canções profanas que, ou pela moleza do ritmo, ou pelas palavras não raro voluptuosas e lascivas que o acompanham, costumam ser perigosas para os cristãos, especialmente para os jovens, e sejam substituídas por essas outras que proporcionam um prazer casto e puro, e que, ao mesmo tempo, alimentam a fé e a piedade"(Musicae Sacrae Disciplina, n. 32).



69) Quer dizer então que canções com moleza no ritmo, sensuais e que falam das coisas sagradas com linguajar vulgar devem ser eliminadas?

Sim. É o que ensina a Musicae Sacrae Disciplina: "sejam eliminadas essas canções profanas que, ou pela moleza do ritmo, ou pelas palavras não raro voluptuosas e lascivas que o acompanham..."(Musicae Sacrae Disciplina, n. 32).



70) O Canto Religioso Popular pode ser utilizado então na Santa Missa?

Sim, desde que seja um canto com as características mencionadas pela Musicae Sacrae Disciplina.



71) É direito dos fiéis terem acesso a uma música sacra idônea?

Sim. "É um direito da comunidade de fiéis que, sobretudo na celebração dominical, haja uma música sacra adequada e idônea,..."(Instrução Redemptionis Sacramentum, da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, n. 57).



72) Como devem ser as composições dos compositores de música sacra?

"...as suas composições se apresentem com as características da verdadeira música sacra..."(Sacrosanctum Concilium, n. 121).



73) Como devem ser os textos destinados ao canto sacro?

"Os textos destinados ao canto sacro devem estar de acordo com a doutrina católica e inspirar-se sobretudo na Sagrada Escritura e nas fontes litúrgicas."(Sacrosanctum Concilium, n. 121).



74) As músicas barulhentas e rumorosas têm as características da música sacra?

Não. Pois o Papa Pio XII nos ensina que coisas profanas, barulhentas e rumorosas são "destoantes do rito sagrado e da gravidade do lugar."(Musicae Sacrae Disciplina, n. 29) e para se profanar a Liturgia por meio da música basta que a música seja profana, ou seja, tenha em si algo que de profano e alheio ao culto sagrado.



75) Quer dizer então que as músicas religiosas no estilo Rock, Pop, Gospel etc não são músicas sacras e não se enquadram no citado canto religioso popular?

Sim. As músicas nesses estilos não são sacras e não se enquadram no Canto Religioso Popular mencionado na Musicae Sacrae Disciplina, porque para uma música ser sacra ela "deve possuir as qualidades próprias da liturgia, e em primeiro lugar a santidade e a beleza da forma; por onde de per si se chega a outra característica sua, a universalidade".(São Pio X, Acta Pii X, 1, p.78), e para ela "ser "santa"; não admita ela em si o que soa de profano, nem permita se insinue nas melodias com que é apresentada."(Musicae Sacrae Disciplina, n. 20). Além disso, a Musicae Sacrae Disciplina manda que o Canto Religioso Popular deve "usar linguagem fácil e melodia simples, fugir da profusão de palavras empoladas e vazias, e, finalmente, mesmo sendo breves e fáceis, ter uma certa dignidade e gravidade religiosa."(Musicae Sacrae Disciplina, n. 30), e a esse requisito não atendem as músicas nos estilos a cima citados.



76) Se as músicas no estilo Rock, Pop, Gospel etc não são sacras, elas não podem de forma alguma serem utilizadas na Missa e na Liturgia da Igreja Católica, nem dentro do templo, nem fora do templo?

Sim. Tais músicas nesses estilos destoam do culto sagrado e da dignidade do templo; são barulhentas e rumorosas ou/também sensuais; possuem elementos profanos que "ou pela moleza do ritmo, ou pelas palavras não raro voluptuosas e lascivas que o acompanham, costumam ser perigosas para os cristãos, especialmente para os jovens"(Musicae Sacrae Disciplina, n. 32).



77) As autoridades eclesiásticas têm então o dever de impedir a profanação da Liturgia com as músicas religiosas ao estilo Rock, Pop, Gospel etc?

Sim.



78) Se uma música na Liturgia é perigosa aos cristãos por ser sensual, agressiva, barulhenta ou melosa, esse princípio também se aplica ao uso da música no cotidiano dos cristãos?

Sim.



79) Existe uma maneira fácil de se analisar a presença, a ausência ou a medida de sacralidade em uma música? Qual é?

Sim. Ensina-nos Sua Santidade o Papa São Pio X: "o canto gregoriano foi sempre considerado como o modelo supremo da música sacra, podendo com razão estabelecer-se a seguinte lei geral: uma composição religiosa será tanto mais sacra e litúrgica quanto mais se aproxima no andamento, inspiração e sabor da melodia gregoriana, e será tanto menos digna do templo quanto mais se afastar daquele modelo supremo."(Motu Proprio Tra Le Sollicitude, n. 3).


"Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade!"

sexta-feira, 12 de março de 2010

AS CINCO VIAS DA DEMONSTRAÇÃO DA EXISTÊNCIA DE DEUS

Que Deus existe, pode-se provar por cinco vias:

[1] A primeira e a mais manifesta é a procedente do movimento. É evidente, sendo atestado pelos nossos sentidos, que, neste mundo, alguns seres são movidos. Ora, tudo o que se move é movido por um outro. Com efeito, nada é movido a não ser que esteja em potência em relação ao termo do seu movimento, enquanto, pelo contrário, um ser move enquanto está em acto. Pois o movimento não é mais do que a passagem da potência ao acto e nada pode ser levado ao acto a não ser por um ser em acto. Assim, o que está quente em acto, como o fogo, faz com que a madeira, potencialmente quente, se torne actualmente quente e, desta forma, move­‑a e muda-a. Ora, não é possível que o mesmo ser, considerado sob o mesmo ponto de vista, seja simultaneamente em acto e em potência, mas só sob outros pontos de vista; por exemplo, o que é quente em acto não pode ser simultaneamente quente em potência, mas, é, ao mesmo tempo, potencialmente frio. É pois impossível que, sob a mesma relação e do mesmo modo, algo seja simultaneamente motor e movido, isto é, que se mova a si próprio. Logo, se a coisa que move é também movida, é preciso que seja movida por um outro e, este último, por um outro. Ora, não se pode proceder, assim, até ao infinito, pois, neste caso, não haveria um primeiro motor e, por consequência, nenhuns outros motores; com efeito, os motores segundos só movem a não ser que sejam movidos pelo motor primeiro, do mesmo modo que o bastão só se move se for movido pela mão. Logo, é necessário chegar a um primeiro motor, sem ser posto em movimento por nenhum outro, o qual todos compreendem ser Deus.

[2] A segunda via procede da natureza da causa eficiente. Verificamos, observando as coisas sensíveis, que há uma ordem nas causas eficientes. Mas, não se encontra, nem é possível que assim seja, uma coisa que seja a causa eficiente dela mesma, pois seria anterior a si, o que é impossível. Ora, também não é possível proceder‑se até ao infinito, porque em todas as causas eficientes ordenadas entre elas, a primeira é causa das intermédias e as intermédias são causas da última, sejam muitas as causas médias ou apenas uma só. Ora, ao remover-se a causa, remove‑se o efeito. Por conseguinte, se não há primeira causa na ordem das causas eficientes, não haverá nem última nem intermédia. Procedendo‑se ao infinito na série das causas eficientes, não haverá primeira causa eficiente; por consequência, não haveria efeito último nem causa eficiente intermédia, o que é evidentemente falso. Logo, é necessário afirmar que existe uma primeira causa eficiente que todos chamam Deus.

[3] A terceira via tem a ver com o possível e o necessário e é a seguinte. Vemos na natureza coisas que podem ser ou não ser, visto que podem nascer e desaparecer [corromper] e que, por consequência, têm a possibilidade de existir e de não existir. Mas é impossível que tudo o que é de tal natureza exista sempre, visto que, o que pode não existir, não existe num certo momento. Logo se tudo é possível não ser, então, num momento dado, poderia não haver nada na existência. Ora, se isto fosse verdade, mesmo agora não haveria nada na existência, porque aquilo que não existe apenas existe por algo já existente. Por conseguinte, se num dado momento, nada existia, seria impossível a algo começar a existir; e, deste modo, mesmo agora nada existiria, o que é absurdo. Por consequência, nem todos os seres são meramente possíveis e deve haver algum cuja existência seja necessária. Ora, tudo o que é necessário, ou extrai de outrem a causa da sua necessidade ou não. Mas é impossível proceder até ao infinito nas coisas necessárias que têm a sua necessidade causada por outrem, como se provou em relação às causas eficientes. Deste modo, é forçoso afirmar a existência de um ser por si próprio necessário, sem a receber de outrem, mas, antes, sendo causa da necessidade de outros; a tal ser, todos os homens chamam Deus.

[4] A quarta via procede da gradação que se encontra nas coisas. Vê-se, com efeito, nas coisas, maior ou menor bem, verdade, nobreza e outros atributos semelhantes. Ora, uma qualidade é atribuída em maior ou menor grau a coisas diversas segundo a diferente proximidade em relação à coisa na qual esta qualidade é realizada no seu grau supremo; por exemplo, dir-se-á mais quente o que se aproxima mais do que é superlativamente quente. Há, assim, algo que é soberanamente verdadeiro, bom, nobre e, por conseguinte, soberanamente ser, pois, como é dito no segundo livro da Metafísica [Aristóteles; 993b 30], o mais alto grau de verdade coincide com o mais alto grau de ser. Por outro lado, o que está no cume da perfeição de um determinado género, é causa desta mesma perfeição em todos aqueles que pertencem a este género; assim, o fogo, que é superlativamente quente, é causa do calor do tudo o que é quente, como é dito no mesmo Livro [993b 25]. Há, pois, um ser que é, para todos os seres, causa de ser, de bondade e de toda a perfeição. É a ele que nós chamamos Deus.

[5] A quinta via procede do governo das coisas. Vemos que os seres privados de conhecimento, como os corpos naturais, agem em vista de um fim, o que é manifestado pelo facto de que, sempre ou frequentemente, agem da mesma maneira, de forma a realizar o melhor resultado; é claro que eles chegam ao seu fim não por acaso, mas, sim, em virtude de uma intenção. Ora, o que é privado de conhecimento não pode chegar a um fim, a não ser dirigido por um ser conhecedor e inteligente, como a flecha através do arqueiro. Logo, há um ser inteligente através do qual todas as coisas naturais são ordenadas ao seu fim e este ser é o que nós chamamos Deus.

segunda-feira, 8 de março de 2010

AS PURIFICAÇÕES ATIVA E PASSIVA

NECESSIDADE DAS MORTIFICAÇÕES

1. As tendências errôneas que se devem evitar

a. Naturalismo pratico: Nega o espírito de fé na vida cristã pratica
(falsa dialética entre mortificação, renuncia, obediência)
b. Naturalismo: Ver o pecado como uma desordem que danifica ao homem e esquece a gravidade do pecado como ofensa a Deus (perdem a importância as atividades espirituais)
c. Quietismo: Cai no defeito de inação. Querer obrar é uma ofensa a Deus, permanecer em um repouso absoluto, na fé escura.
d. Jansenismo: Orgulhosa austeridade, que se devia permanecer toda a vida na purgativa, afastados da comunhão por não ser dignos.

2. Mortificação e sua necessidade

Luta contra os obstáculos: (aspecto negativo da perfeição cristã)
a. Inimigos principais: Pecado e imperfeições.
b. Inimigos secundários: O mundo, o demônio (tentação, obsessão, possessão) e a carne.

Ensino do Evangelho: Cristo veio realizar uma obra de caridade divina:
a. Excluir o ressentimento e animosidade do coração.
b. Mortificar a concupiscência, os maus olhares.
c. Tira o desejo de vingança
d. Mortificar os juízos temerários
e. Espírito de mortificação com alegria e simplicidade.

Resumo: A mortificações se faz necessário pela imitação de Cristo crucificado, pois enquanto o pecado se apaga no batismo, mas não suas conseqüências do pecado original, como por exemplo: a morte, enfermidade, doenças e as concupiscências desordenadas da carne. É necessário fazer mortificações, porque a repetição do pecado pessoal engendra disposições viciosas e habituais que são contra os valores de nossa religião.

PURIFICAÇÃO ATIVA DOS SENTIDOS

1. Necessidade do processo de purificação

Purificação ativa e passiva no processo de purificação a ação divina chega onde materialmente seja possível:
_ Deus reserva uma parte da purificação (purificação passiva)
_ O homem com a ajuda da graça deve fazer um esforço para cooperar (purificação ativa)

2. Purificação ativa dos sentidos externos

Em relação à vista:
Evitar as olhadas voluntárias e seus maus desejos.
Evitar também até os que vêm sem maus desejos, involuntárias, que induze ao pecado.
Evitar as olhadas curiosas que representa um obstáculo para o recolhimento e a oração.

Ao ouvido e a língua:
Evitar conversas más (ofensa grave contra a pureza, a caridade e a justiça)
Evitar conversações frívolas, tagarelismo, bate-papos inacabáveis e as criticas.

Ao olfato:
Tolera os maus cheiros sem queixas.
Renunciar o uso de perfumes (afemina a alma)

Aos gostos:
Comer fora de hora sem necessidade.
Comer com muito ardor e excessivamente.
Comer manjares deliciosos e pratos refinados.
A gula origina estupidez, desordena o entendimento e a alegria.

Ao Tato:
Desordem da impureza e suas concupiscências da carne.
Ordena através da penitência e mortificação corporal.

3. Purificação ativa dos sentidos internos

Imaginação ou fantasia:
Guarda os sentidos externos que submete a vista à matéria.
Combater a ociosidade (preguiça) com ocupações úteis.
Oferecer a imaginação algum objeto bom fazer a composição de lugar.
Ficar atento no que está fazendo disciplina a imaginação.
Não dar atenção às distrações.

Memória:
Eliminar as lembranças pecaminosas.
Combater as lembranças inúteis (desgraças familiares)
Esquecer injurias e desprezos.
Lembrar benefícios de Deus e nossa ingratidão.
Recordar os motivos da esperança cristã.

4. As paixões e suas influencias

Na vida física: Sua influência pode ser negativa (tristeza produz a morte)

Na vida intelectual: A perda da fé tem sua origem na desordem das paixões. Sentimentos que provém do conhecimento sensitivo acompanhado vão de impetuosidade elevada.

Na vida moral: Diminuem (méritos) quando obramos mais por impulso da paixão e não pela vontade. Aumenta (méritos) quando a vontade confirma o movimento anterior da paixão e a utiliza para obrar com maior intensidade.

PURIFICAÇÃO ATIVA DAS POTÊNCIAS DA ALMA

1. Purificação ativa da inteligência

Nossa inteligência não pode ter dois pensamentos de uma só vez. A base para purificar a inteligência é a aplicação da mente a um objeto composição de lugar. Se assim cumprir não haverá lugar para outros pensamentos inconvenientes. A mente ou espírito é a parte espiritual do homem, é também a potencia mais elevada da alma. É o lugar das comunicações de Deus com a alma daí que a alma permanece tranqüila nas provações.

2. Aspecto negativo da purificação

Os pensamentos inúteis: A distrações na oração vem da perda de tempo que damos a leituras inúteis, a passa tempos, curiosidades, etc....

A ignorância: Evitar conhecer coisas que nos faria perder nossa modorra. Deve ordena o estudo teológico à contemplação. Gasta a metade do tempo do apostolado na oração (tendência errônea) Devemos ser ordenados (é hora de fazer apostolado faça apostolado, se é hora de rezar faça a oração)

A curiosidade: Desejo imoderado de saber o que não nos interessa ou pode ser pra nós prejudiciais. Por exp: Leituras de passa tempo, andar investigando, ditos e feitos alheios que leva a critica e a falação, desejo de revelação e coisas extraordinárias não chega a pura fé.

Precipitação no julgar: Imprudência. Por não refletir sobre o estado da questão (origina ilusões e desgostos)

Remédio: Proceder com calma e refletidamente evitando a ligeireza e a precipitação nos juízos.

Apego ao próprio juízo: Soberba. Dá-se ao exame que se faz ao dogma de fé, às decisões dos legítimos superiores, mantendo um espírito de seita, e não na exposição serena e defesa racional do ponto de vista.

Remédio: Fomentar a sinceridade intelectual, o amor à verdade, a humildade, a caridade e a docilidade aos conselhos.

3. Aspecto positivo da purificação do entendimento

Obter a plena submissão a Deus de nosso entendimento deixando guiar pelas luzes da fé.

4. Purificação ativa da vontade

Necessidade da purificação da vontade: O homem pelo pecado original foi destruído a ordenação do entendimento a Deus. O homem tinha plena submissão dos sentidos ao controle da razão, perdeu o domínio absoluto sobre as faculdades sensível, agora só conserva certo poder moral.

Trabalho retificador da vontade: Submeter nossa vontade com a vontade de Deus fortalecendo sua autoridade com relação as potencias inferiores até submete-la inteiramente.

Desprendimento do criado: Orientar tudo a Deus. Fazer de Deus o único motivo pelo qual se buscam as criaturas (noite passiva: faz acontecer Deus as almas)

Abnegação de si mesmo: As pessoas buscam a si mesmos ainda nas coisas santas. Na oração alargando quando há consolação e abandonam onde não há consolações sensíveis. No desejo de perfeição não procuram a maior glória de Deus, senão, sua própria grandeza.

Remédio: Reedificar a intenção e colocar o fim das nossas obras só para a glória de Deus.

PURIFICAÇÃO PASSIVA

1. Necessidade das purificações passiva

Autoridade de São João da Cruz: É o passo dos principiantes ao estado dos aproveitados. Deus faz entrar na noite escura purificando dos gostos e sabores em puras securas e trevas interiores e faz ganhar virtudes (dos contemplativos)

Razão teológica: Deus impõe as purificações passiva para a alma vencer o egoísmo, a sensualidade, a inveja, a imparcialidade, o amor próprio, a busca de si mesmo, o orgulho, etc... Tudo que se opõem ao espírito de fé e a desconfiança em Deus.

2. Noite do sentido

Natureza: É uma serie prolongada de aridez, securas e escuridões sensíveis produzem em um sujeito imperfeito pela contemplação infusa inicial.

Causa: Se pode converter na causa e motivo principal, pelo qual exercita na virtude espiritual receber consolação sensível. Pensão que tem virtudes onde na verdade tem imperfeições.

A purificação: É produzida pelas primeiras luzes da contemplação infusa, ao recair sobre um sujeito imperfeito acostumado ao sensível. Esta comunicação espiritual que vai direto ao entendimento sem discurso dos sentidos.

Os efeitos: Produz nelas escuridões, vazio, negação e desamparo. A alma aqui não está preparada para receba-la.

Os sinais para conhecê-la:
a. Não acha gosto ou consolo nas coisas de Deus ou criadas.
b. Na memória traz a Deus com solicitude e cuidado penoso. Pensão que não servem a Deus e volta atrás, conservam sempre o desejo de servi-lo.
c. Não pode meditar como estava acostumado vem misturado enfermidade mental, tentação e perseguição.

Conduta pratica da alma:
a. Submissão à vontade de Deus, com paciência e resignação as provas, todo o tempo que queira Deus.
b. Perseverança na oração.
c. Deixar a alma em quietude em quietude, com uma advertência amorosa e sossegada em Deus.
d. Docilidade a um diretor prudente e experiente que a anime a permanecer tranqüila e sossegada na sua atenção amorosa com Deus.

Os efeitos:
a. Conhecimento de si mesmo e de sua miséria.
b. Trato com Deus com mais respeito na consolação ou sem ela
c. Luzes mais viva sobre a grandeza e excelência de Deus.
d. Humildade, não compara com os outros ou que vai melhor.
e. Amor ao próximo, os estima e não os julgam.
f. Submissão e obediência atende o que ensina e deseja que o guia.
g. Purificação, da avareza, luxuria e gula espiritual.
h. Memória de Deus com temor e receio de voltar atrás.
i. Exercício de todas as virtudes.
j. Vão aparecendo os frutos do Espírito Santo.
k. Vitória sobre os três inimigos da alma.

A duração: É variável, depende do grau de amor ao que Deus queira as levantar e do maior ou menor imperfeição que devem ser purificadas.

3. Noite do espírito

Natureza: É uma serie de purificações passivas que completa na alma a começada noite do sentido. Uma serie de provas para arrancar da alma os defeitos e imperfeições.

Causa: Graus superiores da luz contemplativa no intelecto criado que mostra a alma as mais pequenas imperfeições (contraste entre grandeza e miséria, ver-se jamais possível a união)

Efeitos: Sai toda transformada em Deus, livres de todas suas fraquezas e imperfeições e misérias.

Necessidade: Esta purificação (via unitiva) é indispensável para a união da alma com Deus. Fica livre de todas suas misérias e fraquezas (união transformadora)

Duração: Depende da circunstancias muito variável. Pode durar muito tempo até que a alma seja admitida à união transformadora (via unitiva à união transformadora)

4. Securas e aridez

Natureza: Certa impotência para produzir atos intelectivos e volitivos na oração.

Causa: Tibieza, indisposição física, prova de Deus para o desapego da alma aos consolos sensíveis.

Remédio: Entregar nas mãos de Deus, o essencial é amar a Deus, humilhar-se, perseverar e aumentar o tempo de oração, generosidade no serviço de Deus.

O que deve evitar: Rotina, excesso de atividades, apego aos consolos sensíveis, apego a determinados métodos de oração sem uma orientação.

CAP IV OS GRAUS DA ORAÇÃO

Introdução: A importância da Oração

A oração é muito importante na vida espiritual, porque é como uma vida da alma. Aquele que reza que faz verdadeira oração tem força para viver sua vida cristã. Ao contrário aquele que não reza tem muita fraqueza e sua alma está como morta. Por que acontece isso? Porque através da oração e que conseguimos as graças necessárias para alcançar o caminho do bem. Aliás, da meditação é importante aproveitar também outros modos de oração como: a Santa Missa, o terço e outras orações. O modo de oração que quer dizer é um modo de conversar ou de dialogar com Deus, é por em contato nossa alma com Deus com o sinal de interrogação (“?”) Como fazer a interrogação? Santo Inácio de Loyola nos seus exercícios espirituais nos ensina como fazer a oração no qual dialogamos com Deus, segundo a necessidade de nosso coração, porque rezar não e fazer um estudo senão elevar o coração a Deus. Podemos distinguir a oração através de duas etapas a ascética e a mística:

Etapa predominante ascética

1. Oração vocal

Manifesta com palavras pode ser pública, litúrgica e privada. Deve ser feita com atenção (elevar a mente e o coração a Deus) e com piedade (colocar nossa vontade e afeto em Deus) Convém insistir no afeto interior sem muitas palavras. Cessar as palavras quando surge o afeto interior.

2. Meditação

É a aplicação do raciocínio da mente a uma verdade sobrenatural para nos convencer dela e nos mover a praticá-la com a ajuda da graça. Sua maior eficácia o amor a Deus e o desprezo de si mesmo. Normas:

a. Ter consciência de está na consciência de Deus.
b. A matéria da meditação deve ser curta, simples, clara e seguida ao estado e vocação de cada pessoa.
c. O trato de amar e querer a verdade.
d. Tempo determinado: ser constante e regular nos exercícios.
e. Lugar e postura: capela ou solidão, humildade e respeito sem muita comodidade ou muita mortificação.
f. Deve durar o tempo necessário para manter o ardor e a devoção.
g. Fazer jaculatórias caso não tenha tempo.

3. Oração afetiva

Predominância dos efeitos da vontade sobre o discurso do entendimento.

O fruto:
a. Pratica mais intensa das virtudes cristã.
b. Desprezo de si.
c. Pureza de intenção.
d. Caridade espiritual.
e. O cumprimento dos deveres.

Conselho:
a. Não suspender o discurso antes que brote o afeto.
b. Não força os afetos, excitá-lo com o discurso.
c. Não ter pressa em passar um afeto a outro.
d. Procurar ir reduzindo e simplificando os afetos

Vantagens:
a. Alivio da alma, diminui os trabalhos discursivos.
b. Une intimamente a Deus com amor mais intenso.
c. Desenvolve as virtudes infusas conectando com a caridade.
d. Consolos sensíveis que servem para a prática das virtudes.
e. Preparação para a oração de simplicidade.

Inconveniência que terá que evitar:
a. Esforço violento por produzir os afetos.
b. Pensar que está mais adiantado na vida espiritual.
c. Gula espiritual que leva a alma busca consolo sensível.
d. Preguiça da alma quando falta os afetos, não volta para a meditação.

4. Oração de simplicidade

Uma contemplação de visão ou atenção amorosa para algum objeto divino.

Conselhos:
a. Antes da oração: Começa pela meditação ordinária, continue com o discurso. Não exagerar na meditação nem também nos atos da oração afetiva.
b. Durante a oração: Preparar a matéria da meditação abandona quando a graça a indica. Preparação lembrança ou texto da vida de Cristo e sagrada escritura. Lutar contra as distrações, atenção amorosa em Deus, deixar a alma tranqüila apesar das distrações involuntárias.
c. Depois da oração: Traduzir em uma melhora geral da vida cristã. Fugir de todas as afeiçoes e complicações em nossas relações com Deus e próximo.

Etapa Predominante Mística

5. Oração de simplicidade

O passo da oração ascética à mística. Os elementos infusos prevalecem sobre os adquiridos de modo gradual e progressivo até que alma entra na oração mística ou contemplação.

Disposição para a contemplação:
a. Pureza de coração.
b. Simplicidade de espírito ver tudo através de Deus.
c. Humildade.
d. Recolhimento profundo.
e. Pratica intensa das virtudes teologias.
f. Pratica intensa da oração.
g. Tenra devoção a Maria Santíssima.

6. Recolhimento Infuso

Oração de união do entendimento com Deus o que atrai com os dons de ciência, conselho e entendimento que lhes faz penetrar de um só golpe no mundo sobrenatural.

Fenômenos Concomitantes:
a. Presença de Deus sobrenatural ou infusa na alma que prevalece ao recolhimento.
b. Admiração deleitosa na alma ao descobrir em Deus tantas maravilhas de amor, bondade, etc....
c. Profundo silêncio espiritual.
d. Luzes vivas sobre Deus e seus mistérios.

Conselho para este tipo de oração:
a. Não suspender o discurso até o convite do Senhor.
b. Suspende o discurso ao sentir o atrativo da graça.
c. Entregar-se toda alma à vida interior.

7. Oração de quietude

Sentimento intimo da presença de Deus que cativa a vontade e enche a alma e o corpo com deleites inefável. O gozo deste dom concentra-se no interior.

Efeitos:
a. Liberdade de espírito.
b. Temor filial de Deus.
c. Grande confiança da salvação.
d. Amor à mortificação e trabalhos penosos.
e. Humildade.
f. Desprezo dos deleites terrenos.
g. Crescimento de todas as virtudes.

Conselhos:
a. Oração de quietude:
Não esforço para realizar a oração.
Secundar rápido a ação de Deus quando senti-la.
Fugir das ocasiões que ofendem a Deus.
Não deixa as orações nas dificuldades.

b. No sono das potencias:
Não ser demasiados.

c. Embriaguez de amor:
Moderar os ímpetos.
Humilhar-se profundamente.
Oração não pelo consolo, senão, por Deus.
Praticar as virtudes.

8. Oração de união

Grau de contemplação infusa onde todas as potencias interiores estão ocupadas em Deus (entendimento, vontade e memória) e os sentidos corporais externos estão livres.

Característica:
a. Ausência de distrações.
b. Certeza da união da alma com Deus.
c. Ausência de cansaço.

Fenômenos concomitantes:
a. Toque místico: Sensação que tem a alma de ter sido tocada pelo mesmo Deus (na alma ou no espírito) Não procura-las.
b. Os ímpetos são impulsos fortes e inesperados de amor de Deus que deixa à alma com fome e sede de amor.
c. As feridas de amor podem ser escondidas os toques ou manifestas ao exterior.
d. Chagas de amor, feridas mais profundo e duradouro.

9. União enlevada

Sobrevém o êxtase que é uma fraqueza corporal (cativa os sentidos externos) desaparece nos altos da união transformativa (lugar das comunicações divinas)

Causa:
a. Eficiente: Espírito Santo com seus dons ilumina a fé e excetuando a caridade faz alienar dos sentidos.
b. Formal: Contemplação infusa em grau intenso e o efeito dos dons de entendimento e sabedoria.
c. Material: Imperfeição natural do sujeito que recebe a contemplação infusa sendo corporal e também psicológica.
d. Final: Santificação da alma (é um fenômeno santificador)

Efeito do Êxtase:
a. No corpo: Insensibilidade orgânica, expressão radiante da fisionomia e levitação.
b. Na alma: Comunica à alma uma energia sobrenatural que chega até o heroísmo na pratica de todas as virtudes.

10. União transformadora

A união transformadora com Deus consumada e a deificação da alma com a transformação das potencias superiores quanto ao modo de obrar.

Efeitos:
a. Sem egoísmo.
b. Único desejo da glória de Deus.
c. Desejo constante e tranqüilo de padecer.
d. Subordinada a vontade de Deus.
e. Gozo nas perseguições.
f. Amor intenso aos inimigos.
g. Zelo pela salvação das almas.
h. Desprendimento do Criado.
i. Ânsia de solidão.
j. Ausência de securas espiritual.
k. Paz e quietude imperturbável.
l. Ausência de êxtase e arrombo (ação de Deus recai sobre o espírito)
m. Morte de amor dos santos, não há temor da morte mais uma suave arrombo.