AS APARIÇÕES DE JACAREÍ SÃO PAULO - SP

AS APARIÇÕES DE JACAREÍ SÃO PAULO - SP
Vidente Marcos Tadeu Teixeira

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terça-feira, 8 de janeiro de 2013

APARIÇÃO DE NOSSA SENHORA COM OS ANJOS JULIEL E NADIEL NA CAPELA DO SANTUÁRIO DAS APARIÇÕES DE JACAREÍ – SP – BRASIL NO DIA 01 DE JANEIRO DE 2013

“-Queridos filhos, neste novo ano que nasce Eu vos convido novamente a voltardes os vossos corações para Deus e a começardes um novo caminho de conversão. Começai um novo caminho de conversão refazendo verdadeiramente todos os vossos propósitos e votos de serdes santos, procurando de agora em diante aprofundar-vos mais na Oração, no conhecimento de Deus, de Sua palavra, de seu amor, procurando fugir sempre mais das coisas vãs do mundo e procurando agradar ao Senhor por uma vida bela, pura e perfumada de oração. Tende uma verdadeira conversão procurando sempre mais conhecer a vontade do Senhor a vosso respeito pela oração profunda, pela meditação das Minhas Mensagens, da Sua palavra e também pela observação atenta dos acontecimentos que se dão todos os dias na vossa vida através dos quais Deus vos fala, então, assim, percorrendo sempre mais a estrada da busca de agradar ao Senhor com os vossos atos e a vossa santidade vós verdadeiramente crescereis este ano como flores belas e perfumadas para dar-Lhe honra, louvor e glória. Eu amo a todos vocês Meus filhos e neste ano vou cada vez mais ajudar-vos a crescerdes em santidade. Sede flores dóceis nas Minhas Mãos que se deixam cultivar por Mim e que deixam que Eu verdadeiramente derrame sobre todos vós a suave água da graça de Deus que vos purifica, que vos dá vida e vigor para crescerdes sempre mais na perfeição dos Santos, na perfeição cristã. O Meu Coração Imaculado vai seguir este ano todos os passos que derem no caminho da santidade e estará ao vosso lado em todos os momentos dos vossos sofrimentos, das vossas angústias e dores. Durante este ano o Anjo Ceifador, o Anjo da Justiça de Deus passará por muitas nações da Terra e ai daquelas que estiverem em culpa diante do Senhor. O Anjo Ceifador também vai procurar todos aqueles que semearam a corrupção no meio das almas e ai das almas que no Livro da Justiça estiverem inscritas. Por isso Meus filhos, convertei-vos, cada um renuncie ao pecado do coração e que pratica com suas mãos, para que assim verdadeiramente vós sejais visitados pelo Anjo da Paz ao invés do Anjo da Justiça. Se vós vos converterdes, se rezardes o Santo Rosário, as Orações que Eu vos dei todos os dias, se as famílias rezarem o Santo Rosário, então, o Anjo da Paz descerá e dará a Paz ao mundo. Deixai os pecados do ano que passou para trás, começai hoje uma nova vida, o passado não importa mais, agora o quero de vós é AMOR, ORAÇÃO, SANTIDADE e VERDADEIRO DESEJO DE SERVIRDES A DEUS. Que cada um de vós siga as pegadas dos Santos, Deus os colocou como estrelas luminosas na noite escura do vosso tempo para que todos vós pudésseis enxergar o caminho que conduz a Ele aos Nossos Sacratíssimos Corações e assim mesmo em meio à escuridão pudessem seguir à estrada da salvação, da graça e da santidade. Eu, tudo concederei àqueles que Me pedirem por intercessão dos Meus Santos e que estiverem verdadeiramente esforçando-se por seguir os seus exemplos. A todos neste momento abençoo com amor, especialmente a ti Marcos, o mais esforçado dos Meus filhos, abençoo os Meus Escravos de Amor que Aqui Me doaram toda a sua vida ao longo de todo o ano que passou e nos anos anteriores e que são a pupila dos Meus Olhos. E abençoo a todos vós Meus filhos, que vos esforçais em seguir fielmente o exemplo dos Santos e cumprir Minhas Mensagens. Abençoo-vos de LA SALETTE, de LOURDES e de JACAREÍ. A Paz filhos Meus, a Paz Marcos, amo-te muito.”

MENSAGEM DE MARIA SANTÍSSIMA - FESTA DA SAGRADA FAMÍLIA NO DIA (30.DE DEZEMBRO DE 2012)

“-Meus queridos filhos, hoje, quando estais Aqui, fazendo o último Cenáculo deste ano de 2012 e agradecendo Comigo ao Senhor por todas as graças e benefícios que ao longo deste ano Ele vos deu, convido-vos novamente a agradecerdes ao Senhor pela maior graça que Ele vos deu Aqui que é a da Minha presença extraordinária, diária, contínua e especialíssima nas Minhas Aparições, através das quais vos conduzi ao longo dos anos e deste ano também pela estrada da Conversão, da volta ao Senhor, da purificação das vossas almas, do vosso aperfeiçoamento e santificação pessoal. Para que assim, verdadeiramente dos vossos corações e das vossas almas todas suba e chegue até Deus o mais perfeito hino de gratidão e de louvor que Ele deseja de vós, que suba para Ele também o vosso desejo sincero de mudardes de vida neste novo ano que começa, que a vossa conversão Meus filhos não se demore mais, que cada um comece por purificar a sua própria alma combatendo nelas os seus defeitos, seus vícios, más inclinações, maus hábitos. Para que assim vós dia após dia possais sempre mais melhorardes como pessoas, como cristãos, como filhos Meus, até vos tornardes completamente semelhantes a Mim, ao Meu filho Jesus, a São José e aos Anjos e Santos do Céu. Desejo que verdadeiramente nas vossas almas haja um grande amor, uma grande pureza, uma grande perfeição, por isso continuo dia após dia aparecendo Aqui para conduzir-vos pela estrada da perfeição. Enquanto a humanidade se entrega sempre no final do ano à dissipação, aos divertimentos e às coisas vãs vós deveis entregar-vos completamente ao Senhor e a Mim para que Eu realize nas vossas almas a transformação tão desejada por Deus e por Mim que vos lance verdadeiramente no caminho da santificação e nele vós possais avançar sempre mais com passo firme na direção do cumprimento da vontade do Altíssimo. Durante este ano estive convosco em todas as vossas provações, tribulações, dificuldades e sofrimentos, estive ao vosso lado em todos os momentos que parecia tudo perdido e que parecia que nenhuma esperança mais restava para vós. Estive ao vosso lado para ser um sinal de esperança, um sinal de amor, um sinal de que no final o Senhor triunfará e este mundo que já parece agora completamente dominado pelas trevas de Satanás e completamente perdido, este mundo será finalmente purificado, será completamente libertado do jugo de Satanás e as almas que agora estão em trevas verão a Minha grande luz e ao verem esta Minha grande luz conhecerão a verdade e terão todas enfim a oportunidade de escolherem a verdade. Por isso, não desanimeis Meus filhos... Rezai, Rezai, Rezai, porque no final o Meu Coração Imaculado triunfará. O Meu Coração Imaculado triunfará em vós, na vossa vida tanto quanto vós hoje Me responderdes sim e Me abrirdes a porta dos vossos corações com largueza. A todos vós, neste momento abençoo generosamente e digo-vos: Amo-vos! Amo-vos!Amo-vos! Continuarei aparecendo Aqui no próximo ano para vós, por vós, os Meus filhos que tanto amo para conduzir-vos seguramente pelo caminho da salvação até o Céu. A todos neste momento abençoo e especialmente a ti Marcos o mais dedicado e esforçado dos Meus filhos, de LOURDES, do Meu SANTUÁRIO DE GUADALUPE, de MONTICHIARI e de JACAREÍ.

A Paz Meus filhos amados, ficai na Paz do Senhor.”

SANTUÁRIO DAS APARIÇÕES DE JACAREÍ – SP – BRASIL. MENSAGEM DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO COMUNICADA NO DIA 6 DE JANEIRO DE 2013

CAPELA DO FESTA DA EPIFANIA DO SENHOR E DESAGRAVO AO AMATÍSSIMO CORAÇÃO DE SÃO JOSÉ NO 1º DOMINGO DE JANEIRO INÍCIO DA NOVENA AO AMANTÍSSIMO CORAÇÃO DE SÃO JOSÉ 

(Nossa Senhora apareceu juntamente com Seu filho Jesus)

 “-Meus amados servos, Meus amados filhos, Eu, JESUS, abençoo-vos hoje e dou-vos a Paz do Meu Sagrado Coração. Glorificai o Meu Sagrado Coração com uma vida santa como os Santos Me glorificaram. Que a vossa vida seja toda pura, imaculada, repleta de oração, de boas obras para que o Meu Sagrado Coração seja glorificado em vós. Glorificar-Me, adorar-Me em Espírito e Verdade significa louvar-Me, servir-Me com obras, com atitudes santas, por isso, arrependei-vos dos vossos maus hábitos, dos vossos pecados, das vossas más inclinações e más obras, vivei santamente aos Meus olhos praticando boas obras de caridade, de santidade, de amor, de oração e de pureza. De modo que as vossas obras se transformem num hino verdadeiro de amor ao Meu Sagrado Coração para glorificar-Me no meio de todos os homens. Glorificai o Meu Sagrado Coração tornando-Me mais conhecido e amado, tornai-Me mais conhecido e amado pela palavra e pelo exemplo dando a todos os Meus filhos que ainda não Me conhecem a conhecer primeiramente a Minha Mãe Santíssima e depois o Meu Sagrado Coração, pois dando a conhecer a Minha Mãe vós Me tornareis mais conhecido e amado, porque a Minha Mãe é o caminho, é a ponte bendita que leva todos os homens para dentro do Meu Coração que traz todos os homens para dentro do Meu Sagrado Coração e ao verdadeiro amor por Mim. Tornando a Minha Mãe conhecida vós glorificais o Meu Nome, porque Eu e Ela somos inseparáveis no AMOR assim como fomos inseparáveis na Cruz, na redenção do mundo. Trabalhai incansavelmente para tornar os Nossos Sagrados Corações conhecidos, dando as Nossas Mensagens a conhecer ao mundo todo, pois somente assim esta geração ímpia e perversa poderá ter alguma esperança de salvação. O mundo tornou-se pior do que na época do dilúvio de Sodoma e de Gomorra, pecados e mais pecados acumulam-se todos os dias diante de Mim e embora o Meu Braço já tenha muitas vezes punido o mundo por seus crimes, os corações não mudaram com os castigos os corações não se transformaram, logo depois de passado o castigo voltaram a Me ofender com os mesmos pecados de antes e até piores. Por isso, Eu desejo uma conversão profunda de todos vós Meus filhos, antes que Eu termine por lançar o Meu fogo do alto do Céu sobre a Terra até reduzi-la a uma bola de cinzas. Convertei-vos do fundo dos vossos corações, chorai os vossos pecados e não adieis para amanhã a vossa conversão, pois não sabeis se Eu vos tolerarei até amanhã, se esperarei até amanhã. Convertei-vos já e virai os vossos corações para o Meu Sagrado Coração que há tantos anos vos espera com tanta saudade e tanto desejo de se unir com os vossos corações. Glorificai o Meu Sagrado Coração correspondendo ao Meu amor, dando-Me AMOR POR AMOR, Eu tenho feito tanto por vós e vós tendes feito tão pouco por Mim, Eu vos tenho dado tantas provas do Meu Amor e vós não Me tendes dado nenhuma prova. Dai-Me finalmente agora o vosso Coração correspondendo ao Meu Amor, respondendo sim ao chamado que desde o alto do Céu vos faço Aqui neste Lugar já há quase há 22 anos com a Minha Mãe Santíssima, com os Meus Anjos e os Meus Santos. Eu vos provei ao longo de todos esses anos o Meu grande Amor Aqui, dando-vos graça sobre graça, Misericórdia sobre Misericórdia, Mensagem sobre Mensagem para vos levantar do lodaçal de pecados em que estais caídos, para vos erguer e elevar até o Céu, mas vós o que tendes feito? O que fazeis por Mim? Que obras de amor Me apresentais para Me provardes que Me amais? Falhais em tudo Meus filhos, falhais tantas vezes na oração, falhais na prática das virtudes, falhais em provar o vosso amor por mim até mesmo no sofrimento, porque tantas e tantas vezes vos revoltastes contra Mim quando vos permiti uma pequena cruz. Não sois capazes de Me provar o vosso amor com nada, as vossas mãos estão vazias! Não sois capazes nem mesmo de fazer os Grupos de Oração, os Cenáculos que há tanto tempo Eu e a Minha Mãe vos pedimos para fazer para levar as Nossas Orações deste Lugar, as Nossas Mensagens a todos os Nossos filhos. Como esperais ser salvos desta forma? Nesta preguiça, aridez e tibieza espiritual em que vós vos encontrais? Desta forma só conseguireis o fogo eterno, por isso vos digo Meus filhos: Convertei-vos porque agora o Meu Sagrado Coração ainda uma vez está disposto a vos perdoar, está disposto a vos esperar, está disposto a ter Misericórdia de vós. Lançai para sempre fora das vossas vidas o pecado, porque o pecado vos afasta de Mim, corta o elo da graça que tenho das vossas almas, priva-vos das Minhas luzes, rompe a ligação do Meu Sagrado Coração convosco e vos torna cada dia mais escravos de Satanás e do mal. Convertei-vos! Voltai ao Meu Sagrado Coração e prometo que não vos repelirei. Vinde a Mim por meio da Minha Mãe Santíssima, de José Meu servo fiel, vinde a Mim, suplicando-Me por meio dos Meus Anjos e dos Meus Santos e vos prometo que o Meu Coração olhará favoravelmente para vós. Continuai a vir Aqui neste Lugar para que Eu possa continuar a vossa conversão. Continuai a fazer todas as Orações que Aqui Eu, a Minha Mãe Santíssima e os Meus Santos vos pedimos, porque através destas Orações o Meu Sagrado Coração triunfará em vós e por vós será mais glorificado. A todos neste momento, abençoo generosamente, de PARAY-LE-MONIAL, deTURIM onde aparecia à Minha filhinha Consolata Betrone e de JACAREÍ. A Paz Meus filhos, a Paz a ti Marcos, o mais esforçado e dedicado dos Servos do Meu Sagrado Coração.”

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

MENSAGEM DE NOSSA SENHORA EM JACAREÍ (25.12.2012) CENÁCULO ESPECIAL DE NATAL

“Queridos filhos, hoje, venho com o Rei da Paz em Meus braços para vos abençoar e para novamente dizer-vos: Preparai-vos porque este mesmo JESUS que hoje contemplais nos Meus braços, pequenino no Presépio de Belém, em breve voltará a vós como Juiz e o Rei Supremo de todas as coisas. Voltará a vós e o mundo não estará preparado para recebê-Lo, voltará a vós e o mundo estará rebelado contra Ele, voltará a vós e com Ele trará o fogo que irá consumir tudo e todos que se opuseram a Ele e que não quiseram viver debaixo da Sua Lei de Amor. Jesus voltará a vós na Glória em todo o esplendor do Seu Corpo Glorioso, com Suas Chagas mais reluzentes que mil sois juntos e a um só gesto de Seu Braço os indesejáveis, os réprobos, os rebelados, aqueles que não se submetem a Ele, aqueles que não se submetem aos Seus Mandamentos e que hoje calcam aos Pés o Seu Nome Santo, todos esses serão arrojados com Satanás e seus Anjos num só momento nas chamas infernais onde arderão pelos séculos dos séculos sem nunca ter uma só gota ou minuto de alívio. Jesus voltará a vós em todo o esplendor de Sua Glória e todos aqueles que zombam Dele, que O desprezam inclusive aqueles que O crucificaram O verão e ouvirão Dele aquela terrível sentença final: Ide malditos para o fogo eterno que está preparado para o diabo e Seus Anjos. E ao mesmo tempo dirá para todos aqueles que obedeceram a Sua Lei de Amor, aos Santos, que foram desprezados por causa do Nome Dele, que foram perseguidos por causa do Nome Dele, que foram humilhados e calcados aos pés por causa do Seu Nome, da Verdade e do Bem, esses ouvirão Dele a sentença maravilhosa: Vinde benditos para o reino do Meu Pai que vos está preparado desde a criação do mundo! E então grande será a alegria entre os Santos, grande será a alegria entre os justos. Jesus voltará a vós na glória, em todo o esplendor de Seu Corpo Glorioso e aqueles que hoje zombam de Nossas Mensagens, escarnecem de Nossas Mensagens rangerão os dentes, arrancarão os cabelos de sua cabeça, procurarão os penhascos para deles se atirarem, dirão às colinas e aos montes: Cobri-nos! E as montanhas dirão: Caí sobre nós! Se lançarão no fogo implorando que o fogo os queime e os consumam e a morte que por um lado seria o seu alívio, na verdade será apenas o princípio de tormentos ainda muito maiores na eternidade. Preparai-vos, portanto, para o retorno do Senhor que volta a vós na glória, porque agora é o dia da Misericórdia, agora é o tempo propício para a vossa conversão. O Senhor Me enviou a tantas Nações da Terra, a tantos países e lugares para preparar o caminho do Seu regresso e junto Comigo o Senhor colocou à vossa disposição todas as graças para vos tornardes Santos e Imaculados aos olhos Dele. Se agora desprezais a graça, se agora recusais aquilo que o Senhor vos oferece, então, para vós, para a vossa impenitência final não restará senão o castigo de todos aqueles que cometeram o pecado contra o Espírito Santo da impenitência final, o fogo eterno na companhia dos demônios e seus dragões. O pecado desta humanidade por não ter atendido a Minha Mensagem de Fátima, por não ter obedecido todas as Mensagens que Eu vos tenho dados desde Paris, La Salette, Lourdes, Pontmain até chegar Aqui em Jacareí é um pecado que brada ao Céu por vingança e eis que a vingança está as vossas portas e todos serão castigados desde os representantes da Igreja até aos mínimos do povo porque todos a uma só voz Me repeliram, Me rejeitaram e Me trataram com dureza, com ingratidão e furor lutando tantas vezes contra Mim e fazendo desaparecer o Meu Nome em muitos lugares onde Eu apareci e em outros deixando-Me completamente abandonada e sozinha. Por isso é que o braço do Meu Filho vai cair sobre toda a humanidade e quando Ele pesar sobre o mundo Nações inteiras serão despedaçadas, desaparecerão engolidas pelos oceanos, outras tragadas pelo fogo e muitas outras ainda simplesmente ficarão desintegradas pelo grande fogo que cairá do Céu e consumirá regiões inteiras da face da Terra. Por isso vos peço Meus filhos, convertei-vos enquanto ainda é tempo, escutai o apelo vivo da Mãe do Senhor que vem mais uma vez dizer-vos: Convertei-vos, preparai os caminhos do Senhor porque o Rei dos Céus e da Terra já surge por sobre as montanhas, já surge no horizonte e vós que sois os Seus arautos e os Seus mensageiros tendes a missão de preparar o caminho para o retorno Dele, de aplainar a estrada para o Seu regresso glorioso e eminente. Agora já não é mais tempo de passatempos e coisas vãs, verdadeiramente dedicai-vos a esta santa tarefa que vos granjeará um galardão, uma recompensa imortal no Reino dos Céus. Divulgai, portanto, Minhas Mensagens, divulgai Minhas Horas de Oração, Meu rosário Meditado que o Meu Marcos fez e deu para vocês onde estão gravadas as Minhas Mensagens do mundo inteiro, porque este Rosário além de tornar Minhas Mensagens conhecidas e obedecidas dos Meus filhos ainda Me retira as espadas de dor que o mundo cravou no Meu Coração por ter desobedecido ou deixado cair no esquecimento estas Mensagens. Agora Meus filhos é a hora da grande batalha, preparai-vos para verdadeiramente travardes o último combate. Eu estou convosco, caminho ao vosso lado e jamais vos deixo sozinhos. Hoje, abençoo-vos com o Rei da Paz derramando sobre vós as graças eficazes dos Nossos Sacratíssimos Corações Unidos e também dando hoje uma efusão abundante do amor do Espírito Santo sobre vós.”

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

COMO PODEMOS FALAR DE DEUS HOJE?

 Queridos irmãos e irmãs, 

O anúncio que leva ao encontro com Deus-Amor, revelado de modo único em Jesus crucificado, é destinado a todos: não há salvação fora de Jesus Cristo. Como podemos falar de Deus hoje? O Ano da Fé é ocasião de buscar novos caminhos, sob a inspiração do Espírito Santo, para transmitir a Boa Nova da salvação. Neste sentido, o primeiro passo é procurar crescer na fé, na familiaridade com Jesus e com o seu Evangelho, aprendendo da forma como Deus se comunica ao longo da história humana, sobretudo com a Encarnação: através da simplicidade. É necessário retornar ao aspecto essencial do anúncio, olhando para o exemplo de Jesus. N’Ele, o anúncio e a vida se entrelaçam: Jesus atua e ensina, partindo sempre da sua relação íntima com Deus Pai. De fato, comunicar a fé não significa levar a si mesmo aos demais, mas transmitir publicamente a experiência do encontro com Cristo, a começar pela própria família. Esta é um lugar privilegiado para falar de Deus, onde se deve procurar fazer entender que a fé não é um peso, mas uma profunda alegria que transforma a vida. * * * Uma saudação cordial a todos os peregrinos de língua portuguesa, com votos de serem por todo o lado zelosos mensageiros e testemunhas da fé que vieram afirmar e consolidar neste encontro com o Sucessor de Pedro. Que Deus vos abençoe! Obrigado! 
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"DEIXAR-SE PRENDER PELA VERDADE QUE É DEUS"

Queridos irmãos e irmãs, 

No início de sua Carta aos cristãos de Efésios (cfr 1, 3-14), o apóstolo Paulo eleva uma oração de louvor a Deus, Pai de Senhor Nosso Jesus Cristo, que nos introduz a viver o tempo do Advento, no contexto do Ano da Fé. Tema deste hino de louvor é o projeto de Deus para o homem, definido com termos plenos de alegria, de admiração e de gratidão, como um “desígnio de benevolência” (v.9), de misericórdia e de amor. Por que o Apóstolo eleva a Deus, do fundo do seu coração, este agradecimento? Porque olha para seu agir na história da salvação, culminado na encarnação, morte e ressurreição de Jesus, e contempla como o Pai celeste nos tenha escolhido antes mesmo da criação do mundo, para sermos seus filhos adotivos, no seu Filho Unigênito, Jesus Cristo (cfr Rm 8,14s.; Gal 4,4s.). Existimos, desde a eternidade em Deus, em um grande projeto que Deus tem mantido em si mesmo e que decidiu implementar e revelar “na plenitude dos tempos” (cfr Ef 1,10). São Paulo nos faz compreender, então, como toda a criação e, em particular, o homem e a mulher não são frutos do acaso, mas respondem a um desígnio de benevolência da razão eterna de Deus que com o poder criador e redentor da sua Palavra dá origem ao mundo. Esta primeira afirmação nos recorda que a nossa vocação não é simplesmente existir no mundo, estar inserido em uma história, e nem somente ser criatura de Deus; é alguma coisa maior: é ser escolhido por Deus, mesmo antes da criação do mundo, no Filho, Jesus Cristo. Nele, então, nós existimos, por assim dizer, desde sempre. Deus nos contempla em Cristo, como filhos adotivos. O “desígnio de benevolência” de Deus, que vem qualificado pelo Apóstolo Paulo também como “desígnio de amor” (Ef 1,5), é definido “o mistério” da vontade divina (v. 9), escondido e ora manifestado na Pessoa e na obra de Cristo. A iniciativa divina antecede cada resposta humana: é um dom gratuito de seu amor que nos envolve e nos transforma. Mas qual é o objetivo último deste desígnio misterioso? Qual é o centro da vontade de Deus? É aquele – nos diz São Paulo – de “reunir em Cristo” (v. 10). Nesta expressão encontramos uma das formulações centrais do Novo Testamento que nos faz compreender o desígnio de Deus, o seu projeto de amor para toda a humanidade, uma formulação que, no segundo século, Santo Irineu di Lione colocou como núcleo da sua cristologia: “recapitular” toda a realidade em Cristo. Talvez alguns de vós se recordam da fórmula usada pelo Papa São Pio X para a consagração do mundo ao Sagrado Coração de Jesus: “Estabelecer todas as coisas em Cristo”, fórmula que se refere a esta expressão paulina e que era também o lema deste Pontífice. O Apóstolo, porém, fala mais precisamente da recapitulação do universo em Cristo, e isso significa que no grande desígnio da criação e da história, Cristo permanece como o dentro de todo o caminho do mundo, a espinha dorsal de tudo, que atrai para Si toda a realidade, para superar a dispersão e o limite e conduzir tudo à plenitude desejada por Deus (cfr Ef 1,23). Este “desígnio de benevolência” não tem permanecido, por assim dizer, no silêncio de Deus, na altura de seu Céu, mas Ele o fez conhecer entrando em relação com o homem, ao qual não revelou só algo, mas a Si mesmo. Ele não comunicou simplesmente um conjunto de verdade, mas se autocomunicou a nós, até ser um de nós, a encarnar-se. O Concílio Ecumênico Vaticano II, na Constituição Apostólica dogmática Dei Verbum diz: “Quis Deus, na sua bondade e sabedoria, revelar a si mesmo [não somente algo de si, mas a si mesmo] e fazer conhecer o mistério da sua vontade, mediante o qual os homens, por meio de Cristo, Verbo feito carne, no Espírito Santo, tiveram acesso ao Pai e tornaram-se, assim, participantes da natureza divina” (n. 2). Deus não só diz qualquer coisa, mas Si comunica, nos atrai para a natureza divina de forma que nós estamos envolvidos nela, divinizados. Deus revela o seu grande desígnio de amor entrando em relação com o homem, aproximando-se dele até o ponto de fazer-se Ele mesmo homem. O Concílio continua: “O Deus invisível no seu grande amor fala aos homens como aos amigos (cfr Es 33,11; Gv 15,14-15) e vive entre esses (cfr Bar 3,38) para convidá-los e levá-los à comunhão consigo” (ibidem). Apenas com a inteligência e as suas habilidades o homem não poderia ter chegado a esta revelação tão brilhante do amor de Deus; foi Deus que abriu o seu Céu e se abaixou para conduzir o homem ao abismo de seu amor. Ainda São Paulo escreve aos cristãos de Corinto: “Coisas que os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem o coração humano imaginou, tais são os bens que Deus tem preparado para aqueles que o amam. Todavia, Deus no-las revelou pelo seu Espírito, porque o Espírito penetra tudo, mesmo as profundezas de Deus” (2,9-10). E São João Crisóstomo, em uma célebre obra de comentário do início da Carta aos Efésios, convida a apreciar toda a beleza desse “desígnio de benevolência” de Deus revelado em Cristo, com estas palavras: “O que te falta? Tu te tornastes imortal, te tornastes livre, te tornastes filho, te tornastes justo, te tornastes irmãos, te tornastes co-herdeiro, com Cristo reinas, com Cristo és glorificado. Tudo nos foi doado e – como está escrito – ‘como não nos dará cada coisa junto com ele?” (Rm 8,32). Tuas primícias (cfr 1 Cor 15,20.23) foram adorados pelos anjos [...]: o que te falta?” (PG 62,11). Esta comunhão em Cristo por obra do Espírito Santo, oferecida por Deus a todos os homens com a luz da Revelação, não é algo que se sobrepõe com a nossa humanidade, mas é o cumprimento das aspirações mais profundas, daquele desejo de infinito e de plenitude que habita no íntimo do ser humano, e o abre a uma felicidade não momentânea e limitada, mas eterna. São Boaventura de Bagnoregio, referindo-se a Deus que se revela e nos fala por meio das Escrituras para conduzir-nos a Ele, afirma assim: “A sagrada Escritura é [...] o livro no qual estão escritas palavras de vida eterna para que, não só acreditemos, mas também possuamos a vida eterna, na qual veremos, amaremos e serão realizados todos os nossos desejos” (Breviloquium, Prol.; Opera Omnia V, 201s.). Finalmente, o beato João Paulo II recordava que “a Revelação coloca na história um ponto de referência do qual o homem não pode prescindir, se quer chegar a compreender o mistério da sua existência; por outro lado, porém, este conhecimento remete constantemente para o mistério de Deus, que a mente não pode esgotar, mas só acolher na fé” (Enc. Fides et ratio, 14). Nesta perspectiva, o que é então o ato da fé? É a resposta do homem à Revelação de Deus, que se faz conhecer, que manifesta o seu desígnio de benevolência; é, para usar uma expressão agostiniana, deixar-se prender pela Verdade que é Deus, uma Verdade que é Amor. Por isto São Paulo salienta como a Deus, que revelou o seu mistério, deve-se “a obediência da fé” (Rm 16,26; cfr 1,5; 2 Cor 10, 5-6), a atitude com a qual “o homem livremente se abandona inteiro a Ele, prestando a plena adesão do intelecto e da vontade a Deus que revela e assentindo voluntariamente à revelação que Ele dá” (Cost dogm. Dei Verbum, 5). Tudo isso leva a uma mudança fundamental do modo de relacionar-se com toda a realidade; tudo aparece em uma nova luz, trata-se então de uma verdadeira “conversão”, fé é uma “mudança de mentalidade”, porque o Deus que se revelou em Cristo e fez conhecer o seu desígnio de amor, nos prende, nos atrai para Si, transforma o sentido que sustenta a vida, a rocha sobre a qual essa pode encontrar estabilidade. No Antigo Testamento encontramos uma densa expressão sobre a fé, que Deus confia ao profeta Isaías a fim de que a comunique ao rei de Judá, Acaz. Deus afirma: “Se não crerdes – isto é, se não vos mantiver fiéis a Deus – não subsistireis” (Is 7,9b). Existe então uma ligação entre o estar e o compreender, que exprime bem como a fé seja um acolher na vida a visão de Deus sobre a realidade, deixar que seja Deus a conduzir-nos com a sua Palavra e os Sacramentos no entender o que devemos fazer, qual é o caminho que devemos percorrer, como viver. Ao mesmo tempo, porém, é o próprio compreender segundo Deus, o ver com os seus olhos que faz sólida a vida, que nos permite de “estar em pé”, de não cair. Queridos amigos, o Advento, o tempo litúrgico que apenas começamos e que nos prepara ao Santo Natal, nos coloca diante do luminoso mistério da vinda do Filho de Deus, ao grande “desígnio de benevolência” com o qual Ele quer atrair-nos para Si, para fazer-nos viver em plena comunhão de alegria e de paz com Ele. O Advento nos convida, mais uma vez, em meio a tantas dificuldades, a renovar a certeza de que Deus é presente: Ele entrou no mundo, fazendo-se homem como nós, para trazer a plenitude do seu plano de amor. E Deus pede que também nós nos tornemos sinal da sua ação no mundo. Através da nossa fé, da nossa esperança, da nossa caridade, Ele quer entrar no mundo sempre de novo e quer sempre de novo fazer resplandecer a sua luz na nossa noite.

A HUMILDADE PROFUNDA DA FÉ OBEDIENTE DE MARIA

Virgem Maria: Ícone da fé obediente 

Queridos irmãos e irmãs, 

No caminho do Advento a Virgem Maria ocupa um lugar particular como aquela que de maneira única esperou a realização das promessas de Deus, acolhendo na fé e na carne Jesus, o Filho de Deus, em plena obediência à vontade divina. Hoje gostaria de refletir brevemente com vocês a fé de Maria a partir do grande mistério da Anunciação. «Chaîre kecharitomene, ho Kyrios meta sou», “Alegra-te, cheia de graça: o Senhor é convosco” (Lc 1,28). São estas as palavras – trazidas pelo evangelista Lucas – com as quais o arcanjo Gabriel se dirige a Maria. À primeira vista o termo Chaîre, “alegra-te”, parece uma saudação normal, usual no âmbito grego, mas esta palavra, se lida a partir da tradição bíblica, adquire um significado muito mais profundo. Este mesmo termo está presente quatro vezes na versão grega do Antigo Testamento e sempre como um anúncio alegre da vinda do Messias (cf Sof 3,14; Gl 2,21; Zc 9,9; Lam 4,21). A saudação do Anjo à Maria é então um convite à alegria, a uma alegria profunda, anuncia o fim da tristeza que há no mundo diante das limitações da vida, do sofrimento, da morte, da maldade, da escuridão do mal que parece obscurecer a luz da bondade divina. É uma saudação que marca o inicio do Evangelho, da Boa Nova. Mas porque Maria é convidada a alegrar-se desta maneira? A resposta se encontra na segunda parte da saudação: “o Senhor é convosco”. Aqui também para bem compreender o sentido da expressão devemos dirigir-nos ao Antigo Testamento. No livro de Sofonias encontramos esta expressão “Alegra-te filha de Sião,... Rei de Israel é o Senhor em meio a ti... O Senhor, teu Deus, está no meio de ti, um herói que salva” (3, 14-17). Nestas palavras existe uma dupla promessa feita a Israel, à filha de Sião: Deus virá como salvador e fará habitação em meio ao seu povo, no ventre da filha de Sião. No diálogo entre o anjo e Maria se realiza exatamente esta promessa: Maria é identificada com o povo escolhido por Deus, é verdadeiramente a Filha de Sião em pessoa; nela se cumpre a esperada vinda definitiva de Deus, nela faz morada o Deus vivo. Na saudação do anjo, Maria é chamada “cheia de graça”; em grego o termo “graça”, charis, tem a mesma raiz linguística da palavra “alegria”. Esta expressão também esclarece posteriormente a fonte da alegria de Maria: a alegria proveniente da graça, provém, então, da comunhão com Deus, do ter uma conexão vital com Ele, de ser morada do Espírito Santo, totalmente plasmada pela ação de Deus. Maria é a criatura que de maneira única abriu a porta a seu Criador, colocou-se em suas mãos, sem limites. Ela vive inteiramente da e na relação com o Senhor; está em atitude de escuta, atenta para acolher os sinais de Deus no caminho de seu povo; está inserida em uma história de fé e de esperança nas promessas de Deus, que constitui o cerne de sua existência. E se submete livremente à palavra recebida, à vontade divina na obediência da fé. O Evangelista Lucas narra a história de Maria através de um paralelismo com a história de Abraão. Como o Patriarca é o pai dos crentes, que respondeu ao chamado de Deus para sair da terra em que vivia, de suas seguranças, para iniciar um caminho em direção a uma terra desconhecida e possuindo apenas a promessa divina, assim Maria se entrega com plena confiança na palavra que anuncia o mensageiro de Deus e se torna modelo e mãe de todos os crentes. Gostaria de destacar outro aspecto importante: a abertura da alma a Deus e à sua ação na fé inclui também o elemento da escuridão. A relação do ser humano com Deus não cancela a distância entre o Criador e a criatura, não elimina quanto afirma o apóstolo Paulo diante da profundidade da sabedoria de Deus: “Quão impenetráveis são os seus juízos e inexploráveis os seus caminhos” (Rm 11,33). Mas exatamente aquele que – como Maria – está aberto de maneira total a Deus, consegue aceitar o querer divino, mesmo sendo misterioso, mesmo que muitas vezes não corresponda ao próprio querer e é uma espada que transpassa a alma, como profeticamente dirá o velho Simeão a Maria, no momento em que Jesus é apresentado no Templo (cf Lc2, 35). O caminho de fé de Abraão compreende o momento de alegria pela doação do filho Isaac, mas também o momento de escuridão, quando deve subir o monte Moria para cumprir um gesto paradoxal: Deus lhe pede para sacrificar o filho que lhe havia apenas dado, no monte o anjo lhe ordena: “Não estenda a mão contra o menino e não lhe faça nada! Agora sei que tu temes a Deus e não me recusaste o teu filho, o teu unigênito” (Gen 22,12); a confiança plena de Abraão no Deus fiel às promessas não é menor mesmo quando a sua palavra é misteriosa e é difícil, quase impossível, de ser acolhida. Assim é para Maria, a sua fé vive a alegria da Anunciação, mas passa também através da escuridão da crucificação do Filho, para chegar à luz da Ressurreição. Não é diferente também no caminho de fé de cada um de nós: encontramos momentos de luz, mas encontramos momentosem que Deusparece ausente, e seu silêncio pesa em nossos corações e a sua vontade não corresponde à nossa, àquilo que queremos. Mas quanto mais nos abrimos a Deus, acolhemos o dom da fé, colocamos totalmente Nele a nossa confiança - como Abraão e como Maria – mais Ele nos torna capazes, com a sua presença, de viver cada situação da vida na paz e na certeza da sua fidelidade e do seu amor. Isto, porém, significa sair de si mesmo e dos próprios projetos, para que a Palavra de Deus seja a lâmpada que guia os nossos pensamentos e as nossas ações. Gostaria de deter-me agora num aspecto que emerge nas reflexões sobre a infância de Jesus narrado por Lucas. Maria e José levam o filho a Jerusalém, ao Templo, para apresentá-lo e consagrá-lo ao Senhor como prescreve a lei de Moisés: “Todo primogênito do sexo masculino será consagrado ao Senhor (Lc 2, 22-24). Este gesto da Santa Família adquire um sentido ainda mais profundo se o lemos à luz da ciência evangélica de Jesus aos doze anos que, depois de três dias de busca, é encontrado no Templo discutindo entre os mestres. Às palavras cheias de preocupação de Maria e José: “Filho, por que nos fez isso? Teu pai e eu angustiados te procurávamos”, corresponde a misteriosa resposta de Jesus: “Por que me procuráveis? Não sabíeis que devo ocupar-me das coisas de meu Pai? (Lc 2, 48-49). Isso é, na propriedade do Pai, na casa do Pai, assim como o é um filho. Maria deve renovar a fé profunda com a qual disse “sim” na Anunciação; deve aceitar que na precedência havia o Pai verdadeiro e próprio de Jesus; deve saber deixar livre aquele Filho que gerou para que siga a sua missão. E o “sim” de Maria à vontade de Deus, na obediência da fé, repete-se ao longo de sua vida, até o momento mais difícil, aquele da Cruz. Diante de tudo isso, podemos nos perguntar: como pôde Maria viver este caminho ao lado do Filho com uma fé assim firme, mesmo na escuridão, sem perder a plena confiança na ação de Deus? Há uma atitude de fundo que Maria assume diante daquilo que acontece na sua vida. Na Anunciação Ela permanece perturbada escutando as palavras do anjo – é o temor que o homem prova quando é tocado pela proximidade de Deus -, mas não é a atitude de quem tem medo diante daquilo que Deus pode pedir. Maria reflete, se interroga sobre o significado de tal saudação (cf Lc 1,29). O termo grego usado no Evangelho para definir este “refletir”, “dielogizeto” faz referência à raiz da palavra “diálogo”. Isto significa que Maria entra num diálogo íntimo com a Palavra de Deus que lhe foi anunciada, não a considera superficialmente, mas se detém, a deixa penetrar na sua mente e no seu coração para compreender o que o Senhor quer dela, o sentido do anúncio. Um outro aceno da atitude interior de Maria diante da ação de Deus encontramos, sempre no Evangelho de São Lucas, no momento do nascimento de Jesus, depois da adoração dos pastores. Afirma-se que Maria “conserva todas estas palavras, meditando-as no seu coração” (Lc 2,19); em grego o termo é symballon, podemos dizer que Ela “tinha junto”, “colocava junto” em seu coração todos os eventos que aconteciam; colocava cada elemento, cada palavra, cada fato dentro de tudo e o confrontava, o conservava, reconhecendo que tudo provém da vontade de Deus. Maria não se detém numa primeira compreensão superficial daquilo que acontece na sua vida, mas sabe olhar com profundidade, deixa-se interpelar pelos eventos, os elabora, os discerne, e adquire a compreensão que somente a fé pode garantir. É a humildade profunda da fé obediente de Maria, que acolhe em si também aquilo que não compreende do agir de Deus, deixando que seja Deus a abrir a mente e o coração. “Bem aventurada aquela que acreditou no cumprimento da palavra do Senhor” (Lc 1, 45), exclama a parenta Isabel. É exatamente pela sua fé que todas as gerações a chamarão bem aventurada. Queridos amigos, a solenidade do Natal do Senhor que em breve celebraremos, nos convida a viver esta mesma humildade e obediência de fé. A glória de Deus não se manifesta no triunfo e no poder de um rei, não resplandece em uma cidade famosa, em um suntuoso palácio, mas faz morada no ventre de uma virgem, revela-se na pobreza de uma criança. A onipotência de Deus, também na nossa vida, age com a força, muitas vezes silenciosa, da verdade e do amor. A fé nos diz, então, que o indefeso poder daquele Menino ao fim vence o rumor dos poderes do mundo. Ao final o Papa dirigiu a seguinte saudação em português: Amados peregrinos de língua portuguesa, a minha saudação amiga para todos, com votos de um santo Natal de Jesus no coração e na família de cada um, pedindo a mesma humildade e obediência da fé de Maria e José, que vos faça ver, na força indefesa daquele Menino, a vitória final sobre todos os arrogantes e rumorosos poderes do mundo. Bom Natal!